A organização foca nas barreiras físicas e práticas que impedem o restabelecimento da população. Os principais pontos destacados oficialmente pela diretora do NRC no Líbano, Maureen Philippon, e pelas equipes de campo são:
A ilusão do cessar-fogo: O NRC denuncia que, embora as extensões da trégua tenham reduzido o volume de bombardeios massivos, os ataques israelenses contínuos por meio de artilharia, operações militares terrestres, demolições de casas e o sobrevoo constante de drones mantêm a população civil sob risco de morte e trauma psicológico permanente.
Zonas militares e barreiras ao retorno: Mais de 700.000 pessoas seguem impedidas de voltar para casa ou reconstruir suas vidas. O principal motivo apontado pelo conselho é a manutenção de "zonas militares fechadas" declaradas por Israel dentro do território libanês, além da contaminação massiva por munições não detonadas e restrições severas de acesso impostas pelas forças em solo.
A armadilha do endividamento civil: De acordo com Maureen Philippon, a destruição sistemática de infraestrutura básica (redes de água, estradas, postos de saúde e escolas) está empurrando as famílias deslocadas para um endividamento severo. Aqueles que tentam retornar de forma voluntária encontram vilas sem energia elétrica e tanques de água destruídos, sendo forçados a carregar água em galões plásticos.
O custo bilionário da reconstrução: O NRC choca ao trazer dados preliminares de avaliação de danos habitacionais: apenas ao sul do Rio Litani, o custo dos danos diretos a edifícios residenciais já atinge 1,38 bilhão de dólares. O conselho enfatiza que esta destruição ocorre menos de dois anos após a grande escalada de 2024, sobrepondo crises financeiras em um país com a capacidade de resposta pública totalmente colapsada.
O posicionamento central do NRC é de que "acordos políticos e reduções temporárias na violência" não significam pacificação enquanto as condições mínimas de habitabilidade e direitos de retorno seguro forem negadas aos civis em solo libanês.
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