sexta-feira, 12 de junho de 2026

Memorando de Islamabad entra em fase crítica: Irã detalha acordo de 14 pontos com os EUA e Donald Trump sinaliza chancela

Memorando de Islamabad entra em fase crítica: Irã detalha acordo de 14 pontos com os EUA e Donald Trump sinaliza chancela

As negociações para o histórico Memorando de Entendimento (MoU) de Islamabad entre o Irã e os Estados Unidos avançaram para sua fase mais decisiva após o pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Detalhes técnicos revelados pelo chanceler em entrevista à emissora estatal IRIB confirmam que o acordo diplomático entrou em um período de definições rápidas para encerrar formalmente a guerra iniciada em 28 de fevereiro em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Segundo Araghchi, o documento é extremamente conciso — possuindo menos de duas páginas negociadas palavra por palavra — e foi estruturado como um pacote único de 14 cláusulas indissociáveis. O ministro alertou que os itens devem ser interpretados em conjunto, refutando a ideia de que representem concessões isoladas de lado a lado.

Se os ajustes finais de redação forem bem-sucedidos nos próximos dias, a assinatura do memorando ocorrerá de forma totalmente digital e remota, acionando uma estratégia de pacificação dividida em duas etapas:
 
Fase 1 (Imediata): Funcionará como um marco de interrupção do conflito e compromisso mútuo de não agressão. Esta etapa exige a suspensão total do bloqueio marítimo imposto ao Irã e prevê o desbloqueio de todos os ativos financeiros iranianos congelados no exterior, com salvaguardas que impedem novos congelamentos.

Fase 2 (Longo Prazo): Consistirá em negociações complexas que englobarão o alívio definitivo de sanções, o destino do estoque de urânio enriquecido do Irã e a criação de um fundo de reconstrução.
Teerã enfatizou que, caso os Estados Unidos não cumpram os termos iniciais da primeira fase, o Irã não avançará para a etapa seguinte, garantindo o direito de ambos os lados retornarem às posições anteriores. Em relação ao Estreito de Ormuz, o plano prevê que o Irã não cobrará pedágios de trânsito (apenas taxas de serviço), embora Araghchi tenha mantido a postura firme de que a "espada do Irã continuará pairando sobre o Estreito" como mecanismo de segurança.

Reação de Washington e o Embate sobre Vazamentos

A evolução diplomática ganhou tração direta com a reação do governo norte-americano, mas também gerou ruídos de comunicação. Minutos após a postagem original de Araghchi na rede social X afirmando que o acordo nunca esteve tão próximo, o presidente dos EUA, Donald Trump, compartilhou a imagem da declaração do ministro em sua plataforma (Truth Social), sinalizando que o diálogo está nos trilhos e declarando que resta apenas a validação da papelada final para os próximos dias.

Contudo, o fechamento do acordo enfrenta turbulências devido ao vazamento na mídia estatal iraniana (como a agência Mehr) de um suposto rascunho do plano de 14 pontos — o que motivou o apelo original de Araghchi para que a imprensa evitasse especulações. 

O presidente Donald Trump reagiu fortemente ao conteúdo divulgado pela imprensa de Teerã, desmentindo publicamente os detalhes e afirmando na internet que as informações vazadas "não tinham NADA a ver com os termos acordados por escrito".

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou que continuará conduzindo o processo com responsabilidade e transparência, prometendo que todos os detalhes oficiais e cronogramas do Memorando de Islamabad serão compartilhados publicamente assim que o processo de conclusão for formalizado.

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