Brasil articula reunião bilateral de emergência com Trump no G7 para barrar sobretaxas comerciais
A diplomacia brasileira deflagrou uma ofensiva de bastidores durante a Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, para tentar neutralizar o impacto das novas barreiras alfandegárias sinalizadas pelo governo norte-americano. Fontes ligadas à comitiva presidencial confirmam que o Brasil estuda estender a permanência da delegação oficial em solo francês com o objetivo único de viabilizar uma agenda estritamente bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A movimentação ocorre em um momento de forte apreensão nos mercados globais, impulsionada pela iminente revisão do acordo comercial USMCA e pelas ameaças de Washington de aplicar tarifas severas a parceiros internacionais. Para o Brasil, o principal foco de alerta está nos setores de manufatura, commodities e siderurgia, historicamente sensíveis às oscilações das políticas protecionistas americanas.
Embora o Brasil participe do G7 como país convidado para os painéis de diálogo ampliado, a prioridade da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) deslocou-se para a diplomacia direta. A estratégia de esticar o calendário na França visa abrir um canal de negociação reservado com Trump antes que o líder norte-americano retorne a Washington ou siga para o encontro bilateral já agendado com o presidente Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes.
De acordo com interlocutores da delegação brasileira, o argumento central a ser levado a Trump é o de que a imposição de sobretaxas lineares prejudica cadeias integradas de suprimentos e pode desequilibrar a balança comercial hemisférica. A comitiva busca costurar uma salvaguarda ou um regime de exceção para produtos brasileiros, mitigando perdas bilionárias para as exportações do país.
Sobre a comitiva brasileira no G7
O Brasil integra as sessões estendidas da Cúpula do G7 na França a convite do país anfitrião. Além da agenda bilateral com foco no comércio com os EUA, o país mantém a participação nos fóruns oficiais sobre governança global, transição energética equilibrada e regulamentação ética de Inteligência Artificial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.