domingo, 14 de junho de 2026

Brasil articula reunião bilateral de emergência com Trump no G7 para barrar sobretaxas comerciais

Brasil articula reunião bilateral de emergência com Trump no G7 para barrar sobretaxas comerciais

A diplomacia brasileira deflagrou uma ofensiva de bastidores durante a Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, para tentar neutralizar o impacto das novas barreiras alfandegárias sinalizadas pelo governo norte-americano. Fontes ligadas à comitiva presidencial confirmam que o Brasil estuda estender a permanência da delegação oficial em solo francês com o objetivo único de viabilizar uma agenda estritamente bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A movimentação ocorre em um momento de forte apreensão nos mercados globais, impulsionada pela iminente revisão do acordo comercial USMCA e pelas ameaças de Washington de aplicar tarifas severas a parceiros internacionais. Para o Brasil, o principal foco de alerta está nos setores de manufatura, commodities e siderurgia, historicamente sensíveis às oscilações das políticas protecionistas americanas.

Embora o Brasil participe do G7 como país convidado para os painéis de diálogo ampliado, a prioridade da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) deslocou-se para a diplomacia direta. A estratégia de esticar o calendário na França visa abrir um canal de negociação reservado com Trump antes que o líder norte-americano retorne a Washington ou siga para o encontro bilateral já agendado com o presidente Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes.

De acordo com interlocutores da delegação brasileira, o argumento central a ser levado a Trump é o de que a imposição de sobretaxas lineares prejudica cadeias integradas de suprimentos e pode desequilibrar a balança comercial hemisférica. A comitiva busca costurar uma salvaguarda ou um regime de exceção para produtos brasileiros, mitigando perdas bilionárias para as exportações do país.

Sobre a comitiva brasileira no G7

O Brasil integra as sessões estendidas da Cúpula do G7 na França a convite do país anfitrião. Além da agenda bilateral com foco no comércio com os EUA, o país mantém a participação nos fóruns oficiais sobre governança global, transição energética equilibrada e regulamentação ética de Inteligência Artificial.

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