Diplomacia brasileira articula reunião bilateral de emergência com comitiva de Trump no G7 para conter barreiras alfandegárias
A representação diplomática do Brasil deflagrou uma ofensiva de bastidores durante a Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, para mitigar o impacto das novas diretrizes comerciais acenadas por Washington. Fontes ligadas à delegação nacional confirmam que o país estuda estender a permanência de sua equipe técnica e diplomática em solo francês com o objetivo único de viabilizar uma agenda de negociação bilateral direta com a comitiva do presidente norte-americano, Donald Trump.
A movimentação ocorre em um cenário de forte volatilidade nos mercados globais, impulsionada pela iminente revisão do tratado comercial USMCA (Estados Unidos, Canadá e México) e pelas sinalizações da Casa Branca de que adotará uma postura de forte protecionismo alfandegário. Para o setor produtivo brasileiro, o principal sinal de alerta recai sobre as indústrias de transformação, siderurgia e commodities agrícolas, historicamente vulneráveis a sobretaxas no mercado norte-americano.
Embora a agenda oficial do Brasil na cúpula inclua a participação em painéis ampliados sobre transição energética e regulamentação tecnológica, a prioridade dos articuladores econômicos e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) concentrou-se nos corredores diplomáticos. A estratégia de esticar o calendário em Évian visa abrir uma linha direta de diálogo com a equipe de Trump antes que a delegação dos EUA encerre seus compromissos oficiais e siga para a reunião de Estado agendada com o governo francês no Palácio de Versalhes.
De acordo com interlocutores que acompanham as negociações, o corpo técnico brasileiro pretende apresentar dados que comprovam que a imposição de tarifas lineares desestrutura cadeias globais de valor altamente integradas. O objetivo final é pavimentar o caminho para a concessão de salvaguardas ou regimes de exceção para os produtos brasileiros, evitando perdas bilionárias na balança comercial do país.
Sobre a Participação Brasileira no Fórum
O Brasil participa das sessões estendidas da Cúpula do G7 como nação convidada, mantendo paralelamente sua atuação nos debates multilaterais focados em resiliência de cadeias de suprimentos, segurança energética e integridade da informação no ecossistema digital.
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