Responda!
terça-feira, 2 de outubro de 2018
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
MinC investe R$ 245 milhões no fomento ao audiovisual
O Ministério da Cultura (MinC), por meio da
Agência Nacional do Cinema (Ancine), abre nesta terça-feira (25) as inscrições
para a Modalidade B do Edital de Fluxo Contínuo de
Produção para Cinema. A Chamada Pública é voltada para seleção de
projetos de produtoras brasileiras independentes de longas-metragens de ficção,
documentário e animação, com destinação de R$ 55 milhões aos selecionados.
Serão avaliados o diretor, o desempenho comercial e o histórico de entrega da
produtora, a qualificação da distribuidora e o desempenho artístico.
O Edital de Fluxo Contínuo de Produção para
Cinema vai disponibilizar R$ 150 milhões em recursos do Fundo Setorial do
Audiovisual (FSA), divididos em quatro Modalidades, sendo que cada projeto
poderá ser inscrito em apenas uma delas. A Modalidade A, que já teve as
inscrições encerradas no dia 18 de setembro, selecionou projetos de
distribuidoras nacionais independentes, com destinação de R$ 55 milhões.
Na Modalidade C, as inscrições começam no dia
2 de outubro, com R$ 25 milhões reservados a projetos que tenham como
proponente produtora brasileira independente sediada nas regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste; na Região Sul e estados de Minas Gerais e Espírito
Santo; e distribuidora brasileira independente sediada em qualquer região do
país, desde que o projeto inscrito seja de produtora sediada nas regiões
listadas acima.
Por fim, a Modalidade D destinará R$ 15
milhões à complementação de recursos de projetos que tenham como proponente
produtora brasileira independente. As inscrições dessa etapa serão abertas em 9
de outubro.
Com base na pontuação final obtida, nas quatro
modalidades, cada projeto será enquadrado em uma faixa de pontuação que dará
direito a acessar diferentes tetos de valores, conforme a tabela abaixo:
Acesse o edital e inscreva o seu projeto: http://www.brde.com.br/fsa/chamadas-publicas/producao/chamada-publica-brde-fsa-fluxo-continuo-producao-para-cinema-2018/
Sarau do Machado acontece hoje na Biblioteca Pública
A próxima edição do Sarau Machado Literário
está marcada para esta quinta-feira (27), às 19h. O encontro será na Biblioteca
Pública Machado de Assis (3ª Avenida, esquina com Rua 2500 – Centro) e contará
com música e literatura à vontade a quem tiver interesse de participar.
A primeira
atração é o escritor Alfonso Menegassi, autor do livro “Espadas do império
brasileiro”. Na obra, Alfonso reuniu fotos e explicações sobre mais de 150
espadas utilizadas ao longo do Primeiro e Segundo Reinado Brasileiros. O livro
foi lançado neste ano no Rio de Janeiro.
Outro
visitante esperado no Sarau é Luiz Antônio Kappel, membro da Cadeira nº 27 da
Academia de Letras de Balneário Camboriú e autor do livro “Memórias da
Caserna”, onde conta um pouco mais sobre suas experiências no exército durante
o período da Ditadura Militar. A música do Sarau ficará por conta do pianista
Eduardo Carvalho.
domingo, 23 de setembro de 2018
Pesquisador encontra letra do hino nacional inédita escrita por Machado de Assis
Versos
inéditos foram escritos em 1867 para celebrar aniversário de dom Pedro 2º
Machado de Assis fotografado por Marc Ferrez
Texto: Maurício
Meireles
FOLHA DE SÃO PAULO
Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes
acordam de seu sono para contar notícias do passado.
É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre
o qual já se julgava saber tudo, como Machado de Assis.
Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca,
morto em 1908, escreveu uma letra do hino nacional em 1867 —e não poderia saber
mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje.
Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de
Florianópolis, pelo pesquisador independente Felipe Rissato —o mesmo que, nos
últimos anos, fez diversas descobertas sobre Machado de Assis e Euclydes da
Cunha, incluindo fotos e textos desconhecidos dos autores.
“Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra
e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o começo do hino, composto de sete
estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O
trecho também é o refrão da música.
O Pedro mencionado é o imperador dom Pedro 2º. O bruxo do Cosme
Velho compôs a letra para o aniversário de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro
daquele ano —o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade de
Desterro, antigo nome de Florianópolis.
“As pesquisas que tenho feito comprovam que há muitas coisas [de
Machado] sabidamente perdidas, como peças dramáticas, e várias outras coisas
cuja existência era desconhecida, como uma crônica anônima [que descobri]”,
afirma Rissato.
Rissato sabia desde 2016 da existência desse hino, porque o
jornal O Mercantil, guardado no acervo da Biblioteca Nacional, anunciava na
véspera um “esplêndido espetáculo”.
“Ao levantar o pano ver-se-á em riquíssimo dossel, e, em ponto
natural, a efígie de S. M. o Imperador, tal qual este Adorado Monarca se
apresenta por ocasião da fala do trono e será cantado pela companhia o Hino
Nacional sendo a letra apropriada a este dia, pelo distinto escritor brasileiro
o Snr. Machado d’Assis”, dizia o anúncio.
Mas O Mercantil não publicou, nas edições seguintes, a
transcrição da letra. A chave para o mistério estava num jornal catarinense
chamado O Constitucional, em duas edições de 1867.
Em uma delas, a publicação avisa que o espetáculo do dia 2 foi
adiado, porque dois músicos ficaram doentes. Em outra, de 11 de dezembro
daquele ano, transcreve a letra —mas não cita o nome do autor dela.
“Enche o peito brasileiro/Doce luz, almo fervor,/ Ante o dia
abençoado/ Do seu grande Imperador”, escreve Machado em outro trecho.
As publicações foram preservadas no acervo da Biblioteca Pública
de Santa Catarina. No Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional só tem
edições de O Constitucional a partir de 1868 —ou seja, um ano após a execução
do hino de Machado de Assis.

Edição do jornal O Constitucional, de 1867, com hino nacional escrito
por Machado de Assis
A descoberta de Rissato também se soma à história dos hinos
imperiais brasileiros. O primeiro deles, “O Hino da Independência”, foi
composto por dom Pedro 1º em 1822. Depois da abdicação do imperador em favor do
filho, em 1831, surgiria mais um, escrito por Ovídio Saraiva de Carvalho e
Silva.
Houve mais um hino imperial, de data incerta e autor
desconhecido —a referência mais antiga aos versos é uma partitura publicada em
1869, mas provavelmente ele foi escrito para a coroação de dom Pedro 2º, em
1841.
Assim, o hino de Machado se torna o quarto conhecido do império,
antes da chegada do atual, já na República, escrito por Osório Duque Estrada.
Os versos foram compostos pelo autor de “Dom Casmurro” em uma
época em que ele era principalmente poeta. Seu primeiro romance,
“Ressurreição”, só viria em 1872. Já “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, só em 1881.
A produção poética de Machado é pouco conhecida, mas ele se
dedicou a versos de ocasião —e não era a primeira homenagem que ele fazia
à família imperial.
No aniversário de 30 anos de Pedro 2º, ele já havia composto um
soneto para o monarca: “Nesse trono, Senhor, onde esculpido/ Tem a destra do
Eterno um nome amado,/ Vês nascer este dia abrilhantado/ Sorrindo a ti, Monarca
esclarecido!”.
Os versos permitem ver uma simpatia de Machado pela monarquia.
Em 2015, descobriu-se, na fotografia clássica da missa campal pela abolição da
escravatura, o rosto de Machado entre as figuras próximas à princesa Isabel —o
que denota prestígio na corte.
Em 1867, mesmo ano em que escreveu o hino, o escritor seria
nomeado para seu primeiro emprego ligado ao sistema monárquico, de assistente
do diretor do Diário Oficial. Em 1873, o autor virou primeiro oficial da
secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas
—iniciando ali uma carreira de burocrata de toda a vida.
O achado se soma a outros realizados por Felipe Rissato nos
últimos anos. O mais recente havia sido a descoberta do que agora é a última
fotografia de Machado, feita meses antes de ele morrer.
Antes disso, ele já havia encontrado a única imagem do autor presidindo uma sessão na Academia Brasileira de Letras e uma crônica anônima dele sobre a morte da mãe.
Machado ficou órfão em 1849, aos nove anos, e, no texto, contava
como corria atrás de borboletas azuis e colhia flores para dar a ela. “Eu sem
ti, sem o perfume da flor que me fazia feliz e crente, chorarei sempre sem
consolação; porque uma mãe perde-se uma vez e nunca mais se encontra”, escreveu
na ocasião.
Agora, o desejo de Rissato é encontrar um poema de Machado
intitulado “À S. M. a Imperatriz”, dedicado à imperatriz Teresa Cristina
e recitado nas festividades de 7 de setembro de 1889, a última comemoração da
Independência antes de a República ser proclamada. Embora mencionado em
publicações, o texto continua perdido.
sábado, 22 de setembro de 2018
Cultura Iorubá – A etnologia africana e afro-brasileira queimadas no Museu Nacional
Minha última publicação aqui neste blog foi sobre o Museu
Nacional de Belas Artes, uma semana depois outro importante museu localizado no
Rio de Janeiro sofreu um incêndio. Tivemos perdas irreparáveis e imensuráveis, e
dentre elas uma importante coleção da cultura iorubá (o aspecto mais fartamente ilustrado deste acervo junto aos Bantus e Jeje Mahi) que são parte de nossa história. Mais que os detalhes e estudos referentes a teologia, se foi um legado da
sociologia, da linguística, da antropologia. Em um momento que lutamos pela promoção da igualdade
racial e valorização da cultura afro, bem como políticas públicas voltadas à
cultura afro, deixo aqui o registro do que as chamas transformaram em cinzas, levando
um pedaço de nosso passado de extrema importância para compreender o presente e
suas relações com o futuro que as próximas gerações não terão a oportunidade de
conhecer e tecer suas leituras acerca desta riqueza cultural.
A coleção de etnologia africana e afro-brasileira do Museu Nacional
era constituída por aproximadamente 700 objetos. Abrangia tanto exemplares
produzidos por povos de diferentes regiões do continente africano quanto
testemunhos das manifestações culturais dos descendentes dos povos africanos no
Brasil. O núcleo de objetos africanos foi majoritariamente constituído entre
1810 e 1940, remetendo em sua origem às coleções das famílias reais portuguesa
e brasileira, posteriormente enriquecidas por outros legados, compras e
transferências. A coleção afro-brasileira, por sua vez, foi formada entre 1880
e 1950, a partir de um núcleo de objetos transferidos dos depósitos das forças
policiais locais (responsáveis por confiscá-los, quando a prática do candomblé
era proibida no Rio de Janeiro), à qual se somou a importante coleção de Heloísa Alberto Torres, constituída por itens
adquiridos junto aos mais importantes terreiros de candomblé do Recôncavo Baiano ao longo da
década de 1940.
Máscara Gélédé. Fim do séc. XIX ou início do XX.
Origem: Yorubá. Nigéria e Benim.
Gélédéé – sociedade secreta feminina dos povos de língua Yorubá.
Museu Nacional, Rio de Janeiro
Museu Nacional, Rio de Janeiro
O núcleo de
etnologia africana abarcava, na maior parte, peças produzidas no século
XIX pelos povos africanos da costa ocidental, englobando tanto etnias que
não tiveram contato com o Brasil quanto outras historicamente relacionadas
à diáspora africana nesse país.
Incluía artefatos de uso cotidiano (adereços e trançados), objetos rituais
(máscaras e estatuetas), instrumentos musicais (flautas, chocalhos, tambores,
lamelofones), armas de caça e guerra, etc., ademais de peças que se destacavam
pelo valor histórico ou pelo contexto em que foram adquiridas — como o conjunto
de presentes ofertados ao príncipe-regente Dom João VI pelo
rei Adandozan, do antigo Reino do Daomé (atual Benim), entre 1810 e 1811, que formou parte da coleção
inaugural do Museu Nacional. A peça central do conjunto era o trono de Daomé, datado provavelmente da passagem
do século XVIIIpara o XIX, uma réplica do assento real de Kpengla, avô de Adandozan. Completavam o conjunto de presentes uma
bandeira de guerra de Daomé (mostrando as vitórias do rei Adandozan nas guerras
contra seus inimigos), o par de sandálias reais, bolsas de coro, uma bengala de
passeio, abanos reais e uma placa de tabaco.
Ainda no contexto de artefatos de origem africana, o museu
conservava máscaras rituais de sociedades secretas dos Iorubás e Ecóis, exemplares da
cestaria de Angola e Madagascar, bastões cerimoniais dos Côkwe,
objetos musicais adquiridos junto ao rei de Uganda, estatuetas religiosas
antropomorfas e zoomorfas, exemplares de alaka (tecidos
africanos feitos em tear e importados da costa ocidental para o Brasil).
Destaca-se, por fim, o conjunto doado ao Museu Nacional por Celenia Pires
Ferreira, missionária da Igreja Congregacional da cidade de Campina Grande, em
1936. A coleção era composta por objetos de uso doméstico e ritual, coletados
pela missionária durante sua estadia no Planalto Central de Angola entre 1929 e
1935.
O núcleo de
etnologia afro-brasileira documentava hábitos, crenças e técnicas de produção dos
descendentes dos povos africanos no Brasil, bem como o histórico de violência
da escravidão, a repressão religiosa e as formas de organização social das
comunidades negras no período pós-abolição. A religiosidade afro-brasileira era o aspecto mais
fartamente ilustrado no acervo. Grande parte dos objetos religiosos
encontravam-se originalmente nos espaços conhecidos como zungus ou
terreiros de candomblé, locais de culto dos inquices (Bantus), orixás (Iorubás)
e voduns (Jeje Mahi). Tais templos eram
constantemente invadidos e tinham seus objetos confiscados e levados para os
depósitos da polícia, como provas materiais da prática de rituais então
proibidos. Por iniciativa do ex-diretor do museu, Ladislau Neto, esses objetos passaram a ser transferidos para a
instituição, após o reconhecimento da importância histórica, sociológica e
etnológica de tal acervo.
Um segundo importante
conjunto de objetos no acervo de etnologia afro-abrasileira era proveniente da doação
feita por Heloísa Alberto Torres, antropóloga e ex-diretora do Museu Nacional.
Durante suas viagens à Bahia década de 1940, Heloísa adquiriu uma série de
objetos nas principais casas de candomblé da região do Recôncavo, além de
exemplares de artesanato, produção têxtil e da cultura popular, nomeadamente os
orixás esculpidos em madeira por Afonso de Santa Isabel e as esculturas em cedro com pinturas a óleo adquiridas
no Ateliê da Rua Taboão. O acervo ainda incluía peças feitas sob encomenda do
próprio Museu Nacional, para figurarem na Sala de Etnografia Regional
Brasileira, parte integrante da Exposição Permanente do Museu Nacional em 1949
(primeira mostra permanente de objetos e cultos afro-brasileiros, com o objetivo
de apresentar as diferenças regionais da cultura nacional), como as bonecas de
pano vestidas com trajes de orixás.
Povo Iorubá. Máscara da sociedade secreta feminina Gelede, s.d.
Trono do Reino
do Daomé (século XVIII/XIX), ofertado a D.
João VI pelo rei Adandozan
Boneca de pano com traje de orixá, feita para
Exposição de Etnologia Regional de 1949
Cultura afro-brasileira. Representações de
Xangô e Bayani, s.d.
"Banquinho
de igreja", assento para mulheres em casas de candomblé, s.d.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Museu Nacional de Belas Artes
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia.
Tel: (21) 3299-0600
Facebook: www.facebook.com/MNBARio
Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o edifício de
arquitetura eclética projetado em
1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a
Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes,
foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo prefeito
Pereira Passos na então Capital Federal.
Criado oficialmente em 1937 por Decreto do presidente
Getúlio Vargas, o Museu Nacional de Belas Artes conjugou a ocupação do prédio
com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, quando a EBA foi deslocada para
a ilha do Fundão. Neste mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte (Funarte)
houve novo compartilhamento.
Em 24 de maio de 1973, o edifício da Avenida Rio Branco,
199, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional(IPHAN) e a partir de 2003, a imponente construção passou a abrigar na
sua totalidade o MNBA.
Avançando na linha do tempo, em 2009 o MNBA foi incorporado
pelo Instituto Brasileiro de Museus(IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério
da Cultura. Hoje é a instituição que possui a maior e mais importante coleção
de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens
entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.
A bicentenária Coleção do Museu Nacional de Belas Artes se
originou de três conjuntos de obras distintos: as pinturas trazidas por Joaquim
Lebreton, chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro, em
1816; os trabalhos pertencentes ou aqui produzidos pelos membros da Missão,
entre os quais se destacam Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Batiste Debret,
Grandjean de Montigny, Charles Pradier e os irmãos Ferrez; e as peças da
Coleção D. João VI, deixadas por este no Brasil, ao retornar a Portugal, em
1821.
Percorrendo suas galerias, o visitante pode vislumbrar, como
em poucos espaços culturais do país, a história das artes plásticas no Brasil
desde os seus primórdios até a contemporaneidade.
Ocupando atualmente uma área de 17.000 m2, o Museu Nacional
de Belas Artes/Ibram/MinC constitui-se num vigoroso centro irradiador de
conhecimento e divulgação da arte brasileira.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 –
Cinelândia.
Tel: (21) 3299-0600
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Balneário Camboriú comemora os 200 anos da Colônia Nova Ericeira na quarta-feira
Fonte: http://anovaericeira.blogspot.com/2018/07/balneario-camboriu-comemora-os-200-anos.html?m=1
2018 é o ano do bicentenário da Colônia Nova Ericeira. Para comemorar a data, a Fundação Cultural de Balneário Camboriú promove uma roda de conversa na próxima quarta-feira (18), às 19h, na Galeria Municipal de Arte. A iniciativa faz parte das comemorações do aniversário de 54 anos de Balneário Camboriú. A entrada é gratuita.
A roda de conversa terá a participação de historiadores, pesquisadores e jornalistas de Itajaí e região. Entre eles Mariana Schlickmann (Balneário Camboriú), Cláudia Marisene (Balneário Camboriú) Magru Floriano (Itajaí), Isaque de Borba (Camboriú), Dieter Hans Kohl (Porto Belo) e Rogério Pinheiro (Navegantes).
Além de Balneário Camboriú, as comemorações dos 200 anos da Nova Ericeira serão realizadas até novembro de 2018 em outras cinco cidades catarinenses. Bombinhas, Navegantes, Penha e Itajaí já receberam o evento.
A Galeria Municipal de Arte fica na Avenida Central nº 50, esquina com a Rua 300 (prédio do Teatro Municipal Bruno Nitz), Centro.
Nova Ericeira
A Nova Ericeira foi criada oficialmente no dia 25 de março de 1818, na Enseada das Garoupas, hoje Porto Belo. Mais de 300 pessoas vieram da Ericeira (Portugal) para povoar o litoral catarinense entre Governador Celso Ramos (Ganchos) e Itajaí. Sendo um projeto do governo português, a Nova Ericeira foi extinta após a Independência do Brasil. Balneário Camboriú e outras nove cidades fizeram parte da colônia.
O principal legado deixado pela Colônia Nova Ericeira pode ser encontrado hoje na pesca. Os pescadores ericeirenses trouxeram técnicas pesqueiras que foram passadas de geração em geração. A mão de obra qualificada no setor foi fundamental para o desenvolvimento pesqueiro catarinense.
Ericeira
Local de passagem e instalação dos fenícios há 1000 antes de Cristo, a Ericeira é uma vila turística situada a 35 km a noroeste do centro de Lisboa. Ericeira significa "terra de ouriços", devido aos numerosos ouriços do mar que podiam ser encontrados nas suas praias. O primeiro documento que faz referência à pesca é de 1229, quando foi criado o município da Ericeira.
A Ericeira hoje é um dos principais destinos turísticos de Portugal. A vila é a única Reserva Mundial de Surf da Europa e a segunda do planeta (a primeira foi criada em Malibu, Califórnia, Estados Unidos).
Assinar:
Postagens (Atom)



















