Discurso de Netanyahu na ONU inicia com forte esvaziamento do plenário, protestos e tom confrontativo em Nova York
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrentou um cenário de intenso isolamento diplomático e hostilidade nesta quinta-feira ao subir à tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O pronunciamento foi precedido e acompanhado por um esvaziamento expressivo das cadeiras do plenário, com diversas delegações — incluindo a do Brasil — deixando o auditório em sinal de repúdio e protesto.
Logo no início de sua fala, Netanyahu adotou tom altamente combativo e direcionou críticas severas aos críticos presentes no recinto, disparando na tribuna: “Se ainda há algum traidor na sala, pode se retirar agora”.
A passagem relâmpago do premiê israelense por solo norte-americano ocorre em meio a um ambiente de máxima tensão geopolítica e polarização interna. Nos dias anteriores ao evento, o governo israelense intensificou os ataques institucionais à ONU e protagonizou forte atrito público com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que o classificou como criminoso de guerra e defendeu o cumprimento de mandados internacionais.
Enquanto o entorno da sede da ONU foi tomado por fortes esquemas de segurança e protestos em massa de ativistas pró-palestina e opositores de seu governo, analistas apontam que o tom duro do discurso também busca forte apelo político doméstico, visando energizar sua base eleitoral diante do cenário político em Israel.
O pronunciamento segue em andamento com repercussão imediata nos principais fóruns diplomáticos internacionais.
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