Irã sinaliza retorno de inspetores nucleares da ONU, mas mantém enriquecimento a 60% em meio a novas tensões regionais
Em declarações à imprensa americana, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian aponta para negociações sobre inspeções nucleares, enquanto a Arábia Saudita intercepta mísseis e reforça alianças de defesa.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou à mídia dos Estados Unidos que Teerã está disposta a permitir o retorno dos inspetores nucleares da ONU, destacando que os termos para a fiscalização podem ser resolvidos por meio de negociações.
Os anúncios ocorrem em um cenário de intensas movimentações diplomáticas e militares no Oriente Médio:
Escalada e Defesa Saudita: A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico disparado por rebeldes Houthis em direção a Khamis Mushait, além de dois drones com rota para Riade. Como resposta, o ministro da Defesa saudita, Príncipe Khalid bin Salman, reuniu-se com o marechal de campo paquistanês Asim Munir para alinhar esforços conjuntos de defesa sob o Acordo de Defesa Conjunta de Meca.
Articulação em Omã: O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, manteve diálogos com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, focando na redução das tensões regionais e na garantia da navegação comercial segura pelo Estreito de Ormuz.
Pressão em Washington: Paralelamente, um grupo bipartidário de 41 legisladores dos EUA enviou um apelo formal ao secretário de Estado Marco Rubio, exigindo que o governo americano pressione Israel a libertar profissionais de saúde palestinos que se encontram detidos.
A comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos dessas frentes simultâneas, que unem incertezas sobre o acordo nuclear iraniano e a segurança das rotas energéticas e territoriais no Golfo Pérsico.
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