Em discurso contundente na ONU, Mahmoud Abbas denuncia guerra e reafirma defesa de Estado palestino
Impedido de comparecer presencialmente devido à negativa de visto pelos EUA, presidente da Autoridade Palestina utiliza declarações literais fortes para alertar contra nova Nakba e cobrar respeito às instituições internacionais.
Em uma intervenção direta e sem concessões diplomáticas perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, detalhou as principais urgências do povo palestino em meio ao conflito atual. Impedido de discursar presencialmente em Nova York após o governo dos Estados Unidos lhe negar o visto de entrada — medida classificada por ele como uma "violação das obrigações do país anfitrião" —, Abbas focou seu pronunciamento em denúncias severas e em apelos à comunidade internacional.
Destacando trechos fundamentais de sua plataforma de reivindicações, o líder palestino cobrou responsabilidade global em cinco frentes cruciais:
Crítica aos EUA: Qualificou a recusa de seu visto como uma medida "ilegal e punitiva", que fere as normas da diplomacia internacional.
Denúncia de Ofensiva: Afirmou que o governo israelense conduz uma "guerra genocida" tanto em Gaza quanto na Cisjordânia, destruindo as bases da sobrevivência humana na região.
Alerta Contra o Deslocamento: Exortou o mundo a impedir a repetição de uma nova "Nakba" em referência a 1948, reiterando que os palestinos permanecerão em sua terra histórica e resistirão ao terrorismo de colonos e à ocupação.
Defesa da Justiça Global: Frisou que o povo palestino não deve sofrer punições por recorrer de forma pacífica a tribunais como a Corte Internacional de Justiça (CIJ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI) na busca por seus direitos inalienáveis.
Projeção de Futuro: Encerrou reafirmando o compromisso com a paz, o diálogo e a criação de um Estado palestino democrático e não militarizado, capaz de coexistir em segurança e igualdade ao lado de Israel.
O pronunciamento consolida a pressão diplomática palestina por resoluções concretas de cessar-fogo e pelo avanço definitivo da solução de dois estados nos fóruns multilaterais.
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