sábado, 26 de setembro de 2026

Crise no Oriente Médio domina a 81ª Assembleia Geral da ONU com discursos polarizados de Israel e Palestina

Crise no Oriente Médio domina a 81ª Assembleia Geral da ONU com discursos polarizados de Israel e Palestina

A questão palestina e o conflito envolvendo Israel estiveram no centro dos debates da Alta Cúpula da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Marcado por forte polarização diplomática, ausências forçadas e protestos tanto dentro quanto fora do plenário, o evento evidenciou o aprofundamento dasdivergências globais sobre o futuro da segurança regional e a solução de dois Estados.

Impedido de comparecer presencialmente após ter o visto negado pelo governo dos Estados Unidos, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por meio de um pronunciamento em vídeo pré-gravado. Em sua fala, Abbas enfatizou a resiliência do povo palestino diante da crise humanitária e alertou que a expansão de assentamentos e a pressão militar na Cisjordânia e em Gaza ameaçam inviabilizar definitivamente a perspectiva de um Estado soberano. O líder palestino também questionou a inércia e o duplo padrão da comunidade internacional na aplicação do direito internacional, além de anunciar eleições legislativas na Palestina para o final de novembro de 2026.

Do outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu à tribuna da Assembleia Geral sob forte tensão, enfrentando um amplo boicote de diplomatas e delegados que abandonaram o plenário no início de seu discurso. Em resposta aos protestos, Netanyahu adotou tom duro, classificando os críticos que deixaram o salão como "covardes morais". Durante sua intervenção, o premiê israelense rejeitou veementemente as acusações de genocídio em Gaza, defendeu as operações militares do país em múltiplas frentes — incluindo ações contra o programa nuclear e alvos do Irã — e exigiu a libertação imediata dos reféns detidos pelo Hamas.

Fora da sede das Nações Unidas, centenas de manifestantes realizaram protestos diários contra os rumos do conflito, refletindo a pressão global contínua sobre os líderes mundiais por uma resolução diplomática e pacífica na região.

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