"ISRAEL NÃO CEDERÁ": EM DISCURSO NA 81ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU, BENJAMIN NETANYAHU DEFENDE AÇÕES MILITARES E DIRECIONA ALERTA AO IRÃ
Primeiro-ministro israelense foi à tribuna em Nova York para rebater o que chamou de "mentiras e calúnias", reiterando que o país continuará combatendo o Hamas e as ameaças regionais de Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou seu pronunciamento na 81.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para entregar uma mensagem de forte enfrentamento político e militar. Diante do plenário internacional, o premiê justificou a presença inesperada do país no evento e reafirmou a continuidade das operações em Gaza e nas frentes regionais.
Iniciando sua fala, Netanyahu destacou o contexto crítico enfrentado por sua nação:
"Senhor Presidente, Senhoras e Senhores, eu não pretendia vir aqui este ano. Meu país está em guerra, lutando por sua vida. Mas depois que ouvi as mentiras e calúnias desferidas contra o meu país por muitos dos oradores desta tribuna, decidi vir aqui e esclarecer os fatos. Decidi vir aqui para falar pelo meu povo, para falar pelo meu país, para falar pela verdade."
O chefe de governo israelense pontuou que o Estado hebreu permanece comprometido com a estabilidade regional, mas ponderou sobre a natureza dos adversários enfrentados:
"E aqui está a verdade: Israel busca a paz. Israel anseia pela paz. Israel fez a paz e voltará a fazê-la. No entanto, enfrentamos inimigos selvagens que buscam a nossa aniquilação, e devemos nos defender contra eles."
Ao abordar a ramificação dos conflitos iniciados em outubro de 2023, Netanyahu direcionou críticas severas ao governo iraniano, alertando sobre a postura de prontidão militar de Israel:
"A maldição de 7 de outubro começou quando o Hamas invadiu Israel a partir de Gaza, mas não terminou aí. Israel logo foi forçado a se defender em várias frentes de guerra organizadas pelo Irã... Temos uma mensagem para os tiranos de Teerã: se nos atacarem, nós os atacaremos. Não há lugar no Irã que o braço longo de Israel não possa alcançar."
O premiê também defendeu a legitimidade e a necessidade operacional das investidas em território palestino:
"Isso é exatamente o que Israel está fazendo em Gaza. Estamos erradicando o regime de terror do Hamas e garantindo que sua selvageria nunca mais ameace Israel. É isso o que qualquer governo que se preze faria."
Encerrando sua intervenção na tribuna da ONU, Netanyahu descartou recuos diante de pressões externas e projetou um desfecho firme para o atual cenário de instabilidade geopolítica:
"Líderes ocidentais podem ter cedido à pressão. Garanto-lhe uma coisa: Israel não cederá. As vitórias de Israel sobre o eixo do terror iraniano abriram possibilidades de paz que eram impensáveis... Com a ajuda de Deus, essa força e essa determinação nos guiarão para uma vitória rápida e para um futuro brilhante de prosperidade e paz."
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