segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sítio Arqueológico na Praia de Laranjeiras, em 1978

 
A história de Balneário Camboriú é mais antiga do que a maioria das pessoas imagina, uma vez que possui cerca de quatro mil anos. A maior parte desses milhares de anos ainda é um mistério para os historiadores, arqueólogos, antropólogos e pesquisados em geral. A única certeza é que quando os primeiros homens brancos e de origem portuguesa chegaram aqui, estas terras já eram habitadas. Portanto, não foram descobertas, somente colonizadas.

Sabemos que aqui foi o lar de homens do sambaqui, como comprovam os 165 sepultamentos encontrados no sítio arqueológico escavado pelo Padre João Alfredo Rohr e sua equipe na década de 1970, na praia de Laranjeiras. No total, 18 destes esqueletos encontram-se no Museu Arqueológico de BC, localizado no Complexo Ambiental Cyro Gevaerd. O catarinense Padre Rohr é considerado o arqueólogo que mais escavou o Brasil, quando o jesuíta não estava no campo, vivia numa casa antiga onde fazia restaurações, etiquetava e estudava o material recolhido, referência até hoje nesta ciência.

Também há indícios de Tupi-Guaranis, Carijós e Kaingangs na região, pois tiveram uma presença marcante em todo o Vale do Itajaí, além dos Xokleng no Alto Vale. Teoricamente, a colonização de origem europeia começou nas redondezas apenas em 1822, com a distribuição das sesmarias, quando sete homens passaram a habitar a região com suas famílias, mas isto é assunto para outra oportunidade.


Foto: Ossada encontrada no sítio arqueológico na praia de
Laranjeiras, em 1978. Fonte: Arquivo Histórico Municipal de
Balneário Camboriú.


Homem de Laranjeiras

Há três mil anos, assim eram os nativos de nossa praia.
"Homem de Laranjeiras" - Idade: 3000 anos

A história de Balneário Camboriú é mais antiga do que a maioria das pessoas imagina.
Esta ilustração encontra-se no Museu Arqueológico de Balneário Camboriú, localizado no Complexo Ambiental Cyro Gevaerd. A reconstrução foi feita a partir de estudos do arqueólogo Padre João Alfredo Rohr, que na década de 70 escavou um sítio arqueológico na Praia de Laranjeiras, encontrando 165 sepultamentos de nossos antepassados, comprovando que aqui foi o lar de homens do sambaqui e que quando os primeiros homens brancos e de origem portuguesa chegaram, estas terras já eram habitadas há quase quatro mil anos. Também há indícios de Tupi-Guaranis, Carijós e Kaingangs na região, pois tiveram uma presença marcante em todo o Vale do Itajaí, além dos Xokleng no Alto Vale. Usamos o verbo ter” no passado, pois suas populações foram reduzidas drasticamente a partir do século XIX, devido aos embates com os europeus que para cá migraram, pelas políticas de branqueamento impostas pelo Estado e pela contração de doenças. Apesar da invisibilidade, essas populações ainda existem, resistem e lutam pela sobrevivência.

A presença dessas populações na região é tão latente, que começa pelo nome da cidade e também os das cidades vizinhas (Itapema e Itajaí), todos com origem indígena. Lino João Dell’Antonio, no livro “Nomes Indígenas dos Municípios Catarinenses: significados e origem”, traz uma análise detalhada da origem e significado do topônimo. Ele afirma que há diversas interpretações para essa denominação, como "rio que camba", em alusão ao rio. Ou "seio grande em cima do morro", em alusão ao formato dos morros que cercam a região de Balneário Camboriú. Entretanto, para o autor: “Camboriú é termo indígena e significa rio com camboas, em alusão às tapagens que se faziam para capturar peixes nas vazantes das marés’’ (DELL’ANTONIO, 2009, p. 73)

Teoricamente, a colonização de origem europeia começou nas redondezas com a distribuição das sesmarias, entre 1822 e 1823 para sete homens que passaram a habitar a área com suas famílias. Seus nomes eram: José Ignácio Borges, Balthazar Pinto Corrêa, Bernardo Dias da Costa, Manoel Oliveira Gomes, Aurélio Coelho da Rocha, Felix José da Silva e Victorino José Tavares.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Amanhã tem Mágica no Teatro!

Amanhã se comemora uma efeméride própria de um nicho não muito comum: os mágicos!


O Dia Mundial do Mágico é comemorado em 31 de Janeiro, em homenagem a esse artista que trabalha com o entretenimento através de ilusionismo, levando encantamento e fascinação às pessoas, exercendo um conjunto de técnicas que demonstram um controle oculto. A origem da data está ligada a data de falecimento do Santo João Bosco da tradição católica, em 31 de Janeiro de 1888, que é considerado o padroeiro dos mágicos. Conta-se que, quando menino, Dom Bosco ajudava a família trabalhando como acrobata, malabarista e ilusionista.

A mágica traz consigo elementos que dissimulam ser sobrenaturais, onde “se pretende produzir efeitos e fenômenos contrários às leis naturais”, segundo descrito no dicionário Aurélio, daí o seu poder de seduzir as pessoas.

Para os que acham a mágica uma prática fadada ao fim do século XIX e início do século XX, atualmente algumas pessoas ainda se dedicam a manter a arte viva, prova disto é o espetáculo em cartaz amanhã (terça, 31), Dia Mundial do Mágico, no Teatro Municipal Bruno Nitz, às 20h30, em Balneário Camboriú: um verdadeiro show que deslumbra os talentos dos cinco mágicos mais incríveis de Santa Catarina! O público irá testemunhar atos impressionantes de grandes ilusões, levitação, leitura da mente, aparição e desaparecimento, com uma mistura poderosa de muitas apresentações surpreendentes, embaladas com magia, emoção e mistério por meio de artistas catarinenses que se destacam cada vez mais no ilusionismo do Brasil. O show é uma realização de Rafael Gómez Pérez, da ACCVI - Associação Cultural Cubamagic do Vale do Itajaí, trazendo para o palco as seguintes atrações: Eric Pedroza, Cubamagic, JackyMaxy, Franco do Vale e Mayko X. Coletivamente esses artistas foram vistos por muitas pessoas pelo mundo e este espetáculo apresenta seus incríveis talentos juntos no palco pela primeira vez.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Biblioteca Pública Municipal Machado de Assis está em processo informatização do acervo para consulta


A Biblioteca tem mais de 45 mil títulos e 55 mil exemplares de livros em seu acervo, os quais estão sendo cadastrados no sistema gradualmente. Pelo sistema também podem ser consultados os acervos do Arquivo Histórico de Balneário Camboriú e dos museus administrados pela Fundação Cultural de Balneário Camboriú, sendo que os documentos, objetos e fotos que os integram também estão sendo inseridos de forma gradativa no sistema.

Os acervos iconográfico, documental e bibliográfico podem ser consultados pela internet no endereço http://pergamum.balneariocamboriu.sc.gov.br/pergamum/biblioteca/.
A versão para celular está disponível link: http://pergamum.balneariocamboriu.sc.gov.br/pergamum/mobile/index.php.

"A Noite de Charles" em Balneário Camboriú


Hoje tem "A Noite de Charles", às 21h, no Teatro Municipal Bruno Nitz. 

“A Noite de Charles” é um drama romanceado baseado no famoso livro “A Christmas Carol”, do escritor inglês Charles Dickens (1812-1870). 

A história passa-se em Londres em 1843, retratando o universo de um velho homem rico, avarento, solitário e amargurado por suas escolhas do passado. Numa noite de inverno, ele recebe uma inesperada visita que lhe oferecerá uma oportunidade de modificar o fim de sua história.


Da Cia Teatral 3 em Athos, a peça conta com um lindo cenário, rico em detalhes da época e tem 90 minutos de duração. O ingresso custa R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).

A direção é de Gustavo Valente e Ricardo Bhonfá. “A Noite de Charles” faz parte da Maratona Cultural que a Cia faz no Teatro Bruno Nitz, encerrando neste final de semana, sábado e domingo (28 e 29), com a peça "Pinóquio".


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Lançamento do livro “Hotel Fischer: Fotografias e Memória” é hoje

Lançamento do livro “Hotel Fischer: Fotografias e Memória” é hoje


O livro mostra a trajetória da primeira hospedaria de luxo de Balneário Camboriú por meio de fotografias. A obra é parte de um projeto que reuniu, restaurou e preservou documentos fotográficos relacionados ao empreendimento inaugurado em 1957 e demolido em 2012.

O Projeto é patrocinado pela Fundação Cultural de Balneário Camboriú através da Lei de Incentivo à Cultura.

Considerado um marco da arquitetura, hotelaria e turismo em âmbito nacional, o hotel é um dos empreendimentos mais famosos do município e teve frequentadores ilustres. João Goulart, presidente da República de 1961 a 1964, foi um deles. Antes de construir sua casa de veraneio, Jango, como era conhecido, hospedava-se no Hotel Fischer. Outro chefe de governo brasileiro, Juscelino Kubitschek, presidente da República de 1956 a 1961, também descansou em um dos quartos.

Criador do hotel, o alemão Adolfo Fischer chegou a ser tachado de louco na época por ter adquirido uma extensa área de terra no sul da praia para construir a estrutura. Quando inaugurado, em 15 de dezembro de 1957, o prédio tinha quatro pavimentos, 26 quartos luxuosos, 18 apartamentos e suítes, dois refeitórios, sala de estar com lareira, terraço, auditório para crianças e serviço de bar. Tinha capacidade para 108 hóspedes. Em operação até 2009, o hotel foi demolido três anos depois.

O material foi pesquisado em acervos públicos e privados. Os ex-proprietários, Klaus e Claudio Fischer, participaram da pesquisa, cedendo entrevistas e acompanhando a digitalização das fotos e documentos.

Proposto na LIC pelo designer gráfico Sergio Antonio Ulber, o projeto foi desenvolvido entre janeiro e dezembro de 2016 pelo Núcleo de Fotografia Catarinense. O livro será distribuído gratuitamente e ficará disponível para download no blog: https://memoriahotelfischer.wordpress.com.

O que: Lançamento do livro “Hotel Fischer: Fotografias e Memória”
Quando: 20 de janeiro, às 19h30
Onde: SESC – Av. Central, 360 – Centro
Entrada: Gratuita