Casa Branca envia Steve Witkoff e Jared Kushner a Kiev e Moscou para reativar negociações e encerrar conflito na Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (4) o envio dos enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner à Ucrânia e à Rússia neste fim de semana. A missão diplomática busca reativar as conversas de paz diretas entre as duas nações e apresentar uma nova proposta formal da administração americana para encerrar o conflito armado.
Segundo o presidente dos EUA, os emissários levam a Kiev e Moscou uma estratégia conjunta do governo norte-americano para destravar a diplomacia na região.
"Enviei Steve Witkoff e Jared Kushner para ver se conseguimos resolver algo. E pode haver uma boa chance de conseguirmos. Temos uma ideia para a paz", declarou Donald Trump durante pronunciamento na Casa Branca.
Agenda e Contexto Diplomático
Esta marca a primeira visita oficial dos enviados a Kiev desde o início do novo mandato de Trump, além de ser o primeiro retorno a Moscou desde janeiro.
Sábado e Domingo: Reuniões com autoridades do governo russo em Moscou, conforme dados da agência estatal TASS.
Domingo: Encontros com o presidente Volodymyr Zelenskyy e a cúpula do governo ucraniano em Kiev.
A iniciativa ocorre em um momento crítico, classificado recentemente pelo presidente russo, Vladimir Putin, como de negociações "congeladas", e em meio ao recrudescimento das hostilidades no campo de batalha. Na própria sexta-feira, um ataque aéreo russo atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) em Kiev, deixando ao menos 12 feridos, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
Barreiras de Negociação e Custo Humano
O presidente Trump apontou a forte indisposição pessoal entre as lideranças das duas nações como um dos principais entraves para um aperto de mãos. "O presidente Zelenskyy e o presidente Putin realmente se odeiam. Eles têm um ódio sério, e isso está atrapalhando", avaliou.
O envio da comissão norte-americana visa interromper uma guerra com grave custo de vidas humanas. Estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) publicadas em julho apontam que o conflito provocou cerca de 450.000 mortes do lado russo e entre 125.000 e 150.000 baixas fatais do lado ucraniano. Os detalhes do plano de paz transportado por Witkoff e Kushner não foram divulgados à imprensa até o momento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.