A análise comparativa dos dados oficiais do IBGE (IPCA) demonstra diferenças expressivas no comportamento dos preços dos alimentos e nos indicadores econômicos entre as gestões de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
- Acumulado no mandato de Bolsonaro: A inflação dos alimentos acumulou alta superior a 40% ao longo dos quatro anos de governo (com picos expressivos em 2020, durante a pandemia, e em 2022). O encarecimento generalizado de itens da cesta básica gerou forte pressão sobre o orçamento das famílias, impulsionado por fatores globais, câmbio depreciado e alta expressiva nas exportações de commodities.
- Patamar nos anos do governo Lula: Levantamentos comparativos para recortes temporais equivalentes apontam que a alta dos preços da comida registrou variações proporcionalmente menores (na faixa de metade do ritmo acumulado em períodos equivalentes da gestão anterior), embora o governo atual também enfrente pressões inflacionárias decorrentes de choques climáticos e custos de produção.
- Diretrizes de política econômica: Enquanto a administração Bolsonaro apostou na desregulamentação e na forte atração do mercado externo via câmbio alto — priorizando a rentabilidade do agronegócio exportador —, a gestão Lula tem recorrido com mais frequência a redes de proteção social, crédito direcionado à agricultura familiar e articulações pontuais de abastecimento para tentar conter o repasse de custos ao consumidor final.
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