segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bombardeios Continuam no Líbano Após Anúncio de Acordo entre EUA e Irã; Trump Critica Ofensiva

Bombardeios Continuam no Líbano Após Anúncio de Acordo entre EUA e Irã; Trump Critica Ofensiva

A escalada de violência no Líbano não deu trégua, frustrando as expectativas geradas pelo anúncio de um cessar-fogo preliminar de 60 dias entre os Estados Unidos e o Irã. Longe de uma interrupção das hostilidades, a região de Beirute e o sul do país foram palcos de novos bombardeios, confirmando os piores temores de ceticismo e insegurança da população local.

Pouco após a divulgação do pacto diplomático pelo presidente norte-americano Donald Trump, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma nova ofensiva aérea contra os subúrbios do sul de Beirute (Dahiyeh) e vilarejos fronteiriços. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) confirmou a ocorrência de feridos e destruição material na manhã desta segunda-feira.

Reação de Trump e Recusa de Israel

O ataque de domingo na capital libanesa gerou fricção diplomática imediata. Em uma manifestação pública nas redes sociais, Donald Trump criticou a ação de Israel, classificando o bombardeio como algo que "não deveria ter acontecido, particularmente em um dia especial onde estamos tão próximos de um Acordo de Paz com o Irã", e fez um apelo para que todos os lados recuem.

Por outro lado, o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sinalizou que Israel não se considera vinculado aos termos do entendimento entre Washington e Teerã. Em comunicado, o governo israelense afirmou que manterá suas tropas posicionadas no sul do Líbano e que os ataques continuarão como resposta direta aos lançamentos de drones e foguetes operados pelo Hezbollah.

Alerta à População e Impasse Diplomático

Diante da persistência dos bombardeios, o comando do Exército do Líbano emitiu um aviso de emergência, orientando os cidadãos deslocados a não retornarem para as suas casas nas regiões de fronteira, alertando para o risco iminente de novos ataques.

O governo do Irã manifestou forte insatisfação com a postura de Israel, chegando a ameaçar a paralisação das conversas, sob o argumento de que qualquer trégua duradoura precisa abranger o território libanês. Apesar do cenário de violência em solo e do impasse militar, os países mediadores mantêm os preparativos para que a assinatura formal do tratado ocorra na próxima sexta-feira, em Genebra, na Suíça.

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