Sucessão no Espírito Santo: Pesquisas indicam polarização entre Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini; Casagrande lidera corrida ao Senado
O cenário político do Espírito Santo para as eleições de outubro entra em fase de definição com os mais recentes levantamentos de intenção de voto dos institutos Real Time Big Data e Quaest. Os dados apontam para uma disputa polarizada pelo Palácio Anchieta e revelam um cenário de favoritismo isolado, seguido de intensa fragmentação, na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.
Disputa pelo Governo Estadual
No plano do Executivo, a sucessão estadual se afunila entre o atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Ricardo Ferraço (MDB) lidera os cenários de primeiro turno, oscilando entre 36% e 39% das intenções de voto. O emedebista, que assumiu o comando do Estado após a desincompatibilização de Renato Casagrande, consolida o apoio da máquina pública e de prefeitos de grandes colégios eleitorais da Grande Vitória. Nas simulações de segundo turno, Ferraço mantém a vantagem numérica.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece isolado na segunda posição, registrando entre 28% e 33%. O ex-prefeito da capital desponta como a principal força de oposição, atraindo o eleitorado de centro-direita e críticas à atual gestão.
Outras forças: O senador Magno Malta (PL) pontua com 14% quando testado, dividindo a base conservadora. Já o campo progressista é liderado pelo deputado federal Helder Salomão (PT), que aparece consolidado na casa dos 10%, garantindo o palanque da esquerda alinhada ao governo federal.
O Xadrez do Senado
Se a disputa pelo governo mostra estabilidade nos polos, a corrida pelas duas cadeiras do Senado Federal apresenta dinâmicas distintas para cada vaga:
1. A Primeira Vaga: O ex-governor Renato Casagrande (PSB) lidera com folga todos os cenários, oscilando entre 25% e 29%. Beneficiado pelo recall de sua gestão recente, Casagrande desponta como o favorito para assegurar a primeira cadeira.
2. A Segunda Vaga: Logo atrás, há um congestionamento de candidatos em situação de empate técnico ou proximidade numérica. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) registra cerca de 15%, seguido de perto pelo deputado estadual Sergio Meneguelli (PSD), com 11% a 13%. A novidade no bloco é Maguinha Malta (PL), que soma 10%, impulsionada pelo eleitorado religioso e bolsonarista, superando a ex-senadora Rose de Freitas (MDB), que oscila com 9%.
O levantamento também acende o alerta para os atuais ocupantes das cadeiras: os senadores Fabiano Contarato (PT), com 7% a 9%, e Marcos do Val (Avante), com 6%, enfrentam dificuldades de crescimento diante da forte concorrência de ex-gestores estaduais.
Próximos Passos
Com as pré-candidaturas postas e o termômetro das pesquisas desenhado, o foco dos partidos se volta agora para as convenções partidárias, que ocorrerão entre julho e agosto. As articulações de bastidores definirão o fechamento das chapas e as coligações oficiais, fatores que tendem a reorganizar o peso do tempo de TV e rádio e ditar o ritmo oficial da campanha.
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