quinta-feira, 25 de junho de 2026

Ratinho Júnior abdica de candidatura e foca na sucessão no PR; Moro lidera corrida ao Palácio Iguaçu

Ratinho Júnior abdica de candidatura e foca na sucessão no PR; Moro lidera corrida ao Palácio Iguaçu

O cenário político para as eleições de outubro no Paraná sofreu uma definição crucial que reorganizou as estratégias dos principais partidos. O governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) confirmou que cumprirá integralmente o seu mandato à frente do Palácio Iguaçu até dezembro, abrindo mão definitivamente de disputar vagas ao Senado ou à Presidência da República.

A decisão de Ratinho Júnior de não se desincompatibilizar do cargo reposiciona o grupo governista. Ao manter o controle da máquina estadual, a estratégia do Palácio Iguaçu concentra-se agora em transferir o capital político do atual governador para o seu candidato oficial à sucessão, o deputado federal Sandro Alex (PSD).

Moro lidera com folga a disputa pelo Governo

As pesquisas mais recentes divulgadas em junho pelos institutos Paraná Pesquisas e Veritá apontam que, no cenário atual, o senador Sergio Moro (PL) lidera de forma isolada a corrida pelo governo do estado. Embalado pela migração para o PL e pelo apoio da ala bolsonarista, Moro registra índices que variam de 42,3% a 57,9% das intenções de voto. Em simulações de segundo turno, o ex-juiz ultrapassa a marca de 70% dos votos válidos contra os principais oponentes.

A segunda posição na disputa pelo Palácio Iguaçu está consolidada com o deputado estadual Requião Filho (PDT), que atrai o eleitorado de oposição e de esquerda, flutuando na casa dos 19%. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), aparece em terceiro, variando entre 10% e 13,9%. O candidato governista, Sandro Alex (PSD), pontua atualmente entre 9,3% e 10,7%, tendo como principal desafio o crescimento orgânico a partir do início do horário eleitoral e do apoio explícito da máquina estadual.

Disputa acirrada pelas duas vagas no Senado

Diferente do cenário majoritário para o governo, a corrida pelas duas cadeiras do Paraná no Senado Federal apresenta um desenho pulverizado e de forte equilíbrio na centro-direita, além de uma oposição de esquerda resiliente:

Liderança dividida: O ex-senador Alvaro Dias (MDB) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) se revezam no topo das sondagens. Dias lidera o levantamento do Paraná Pesquisas com 37,7%, enquanto Dallagnol assume a ponta na pesquisa Veritá (primeiro voto) com 36,8%.

Pelotão intermediário emparelhado: Logo atrás, três forças políticas aparecem em empate técnico rigoroso. A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) registra entre 19,8% e 25,2%, consolidando o voto da esquerda, embora enfrente o maior índice de rejeição do estado (53,8%). O deputado federal Filipe Barros (PL) surfa na onda conservadora e pontua entre 17,5% e 24,2%. Já o presidente da Assembleia Legislativa (Alep), Alexandre Curi (PSD), apoiado por Ratinho Júnior, demonstra forte inserção regional, registrando entre 10,7% e 23,4%.
 
Fator de divisão: Correndo por fora, a jornalista Cristina Graeml (PSD) aparece com índices entre 13,1% e 15,6%, pulverizando ainda mais os votos do eleitorado conservador paranaense.

A estabilidade da base aliada na Assembleia Legislativa — que recentemente aprovou projetos de fomento econômico internacional — garante ao governo um ambiente controlado para a transição, mas analistas políticos apontam que os próximos meses serão marcados por um forte "afunilamento" de alianças, onde a capacidade de aglutinação partidária ditará o ritmo da campanha oficial.

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