Corrida pelo Governo de Minas entra em fase decisiva com liderança da direita e reconfiguração de palanques
A disputa pelo Palácio Tiradentes entra em sua fase mais aguda com o desenho das pré-candidaturas e a movimentação intensa dos bastidores partidários para consolidar as coligações majoritárias. Marcada pela recente transição no comando do Estado e pela desistência de nomes de peso nacional, a sucessão mineira reafirma o papel do estado como um dos principais laboratórios políticos do país.
As últimas pesquisas de intenção de voto desenham um cenário de favoritismo para as forças do campo conservador. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera de forma isolada os cenários testados pelos institutos Genial/Quaest e Real Time Big Data, despontando como o principal polo de atração do eleitorado bolsonarista no estado. O PL estuda abrir mão de uma candidatura própria para compor a chapa de Cleitinho, possivelmente indicando a vaga ao Senado, o que pode criar uma das coligações mais robustas da direita tradicional.
Por outro lado, o atual governador Mateus Simões (PSD), que assumiu o Executivo após a desincompatibilização de Romeu Zema (NOVO) para a disputa presidencial, trabalha na consolidação da máquina pública e na unificação do bloco governista. A estratégia do "zemismo" é manter a aliança que garantiu a vitória do grupo nas últimas eleições, projetando uma composição em que o partido Novo indique o candidato a vice na chapa de Simões.
A grande guinada no tabuleiro político ocorreu no campo do centro e da centro-esquerda. Com a confirmação de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), não disputará o governo estadual, o bloco ligado ao governo federal recalibrou suas ações. O PT mineiro se movimenta para ter protagonismo na chapa majoritária e discute nomes de peso, como o da prefeita de Contagem, Marília Campos, para liderar o palanque do presidente Lula em Minas, enquanto tenta costurar uma convivência ou aliança com a pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas.
Com as duas vagas ao Senado Federal funcionando como importantes moedas de troca nas negociações de bastidores, as próximas semanas serão cruciais para definir se a direita marchará fragmentada em dois palanques ou se as forças de oposição conseguirão unificar o campo progressista para forçar um segundo turno em território mineiro.
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