Ucrânia marca Dia da Independência com novo pacote de apoio financeiro e militar ocidental
Com aporte bilionário da União Europeia e reforço tecnológico do Reino Unido, Kiev reafirma prioridade na defesa nacional, enquanto o Kremlin endurece críticas à coalizão internacional.
Em meio às comemorações do Dia da Independência da Ucrânia, o país recebeu novos impulsos significativos em sua capacidade de defesa. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a liberação de 6,1 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões) destinados prioritariamente a sistemas de defesa antiaérea, radares, mísseis e munições, integrando um programa mais amplo de empréstimos e assistência do bloco.
O movimento de apoio internacional foi reforçado pela visita do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, a Kiev, marcando sua primeira viagem internacional ao cargo. O governo do Reino Unido autorizou o compartilhamento de detalhes tecnológicos confidenciais para viabilizar a fabricação local de mísseis de longo alcance (como o SCALP) em parceria com a indústria de defesa ucraniana e a França.
As iniciativas ocidentais foram criticadas abertamente por Moscou, que acusou Londres e os aliados europeus de "jogarem lenha na fogueira" e de obstruírem caminhos para uma solução diplomática. Em paralelo, o presidente Volodymyr Zelensky descartou a realização de eleições no país enquanto o conflito persistir, argumentando que o pleito funcionaria como um fator de desestabilização interna e inviabilizaria a participação segura de milhões de cidadãos, refugiados e militares nas frentes de batalha.
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