35 Anos de Soberania: O Que a Ucrânia nos Ensina Sobre a Liberdade
Nesta segunda-feira, 24 de agosto, a Ucrânia marca 35 anos de sua independência (1991). Enquanto o mundo observa os desdobramentos geopolíticos e as capitais globais discutem acordos e arquiteturas de segurança, o que mais me impressiona ao olhar para essa data — escrevendo do Brasil, de Santa Catarina — é a dimensão humana da palavra soberania.
Para nós, que muitas vezes naturalizamos a estabilidade das fronteiras e das instituições democráticas, a história ucraniana recente serve como um lembrete profundo: a liberdade não é um ponto de chegada, mas uma conquista diária. Completar três décadas e meia de existência estatal sob o peso de um conflito prolongado exige uma resiliência cívica colossal, daquelas que testam a própria essência de um povo.
A data transcende o território leste-europeu. Ela ecoa nas comunidades da diáspora espalhadas pelo mundo e ressoa em qualquer lugar onde se valorize o direito intransigível de um povo decidir o próprio destino, preservar sua cultura e proteger sua identidade.
Que a resiliência demonstrada sob as sirenes em Kiev sirva de reflexão sobre o valor inestimável da paz, do direito internacional e do diálogo genuíno entre as nações.
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