O Governo Federal optou por não enviar representantes oficiais para as audiências públicas conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), realizadas em julho em Washington. A decisão de declinar a participação presencial no fórum reflete o entendimento do Palácio do Planalto de que as instâncias de consulta pública do órgão norte-americano não substituem o canal diplomático direto entre Estados soberanos.
A avaliação oficial reiterou que as negociações comerciais e contestações econômicas devem ocorrer de governo para governo, por meio de tratativas bilaterais formais. Enquanto mantinha o diálogo técnico por canais diplomáticos, o executivo brasileiro pontuou que o processo conduzido sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana carece de justificação econômica válida para a imposição de barreiras sobre mercadorias nacionais.
Diante do avanço das medidas tarifárias, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) classificou as taxações como unilaterais e reafirmou que o país continuará a defender seus interesses comerciais, utilizando-se de arcabouços de reciprocidade e dos foros multilaterais adequados.
Brasil diz que novo tarifaço é "marco lastimável" e que usará reciprocidade
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