Em discurso de Dia da Independência, Zelensky rejeita rendição, cobra posicionamento da China e aponta desafios estratégicos da Ucrânia
Liderança ucraniana destaca a resiliência nacional no marco de 35 anos de independência, reforça a necessidade de avanços em defesa antiaérea e apela por maior firmeza diplomática das potências globais.
Durante as comemorações oficiais do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, celebradas nesta segunda-feira, o presidente Volodymyr Zelensky proferiu um discurso incisivo sobre os rumos do país diante do prolongamento do conflito. Perante autoridades nacionais e dignitários internacionais reunidos em Kiev, o mandatário enfatizou que o povo ucraniano permanece firme na defesa de sua soberania.
Rejeição a concessões e defesa tecnológica
Zelensky descartou qualquer cenário de rendição ou entrega territorial, afirmando que a nação atua como um "guerreiro" na proteção de suas fronteiras. No campo da segurança, o presidente apontou a necessidade urgente de aprimorar os sistemas de defesa antiaérea frente aos constantes bombardeios a centros urbanos e infraestruturas essenciais, destacando simultaneamente os avanços na fabricação própria de tecnologias de defesa e mísseis de longo alcance.
Cobrança a parceiros internacionais
O pronunciamento também direcionou mensagens diretas à comunidade internacional. Zelensky expressou expectativas de que os Estados Unidos intensifiquem ações de pressão e sanções contra Moscou, ao mesmo tempo em que cobrou uma postura mais ativa da China, declarando que Pequim deve assumir um papel de liderança civilizacional contra ameaças nucleares.
A solenidade contou com a presença de líderes europeus e representantes de nações aliadas, reforçando os esforços diplomáticos e logísticos conjuntos voltados à estabilidade da Europa Oriental.
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