O cenário de tensão na Ucrânia atingiu um novo patamar de gravidade nesta semana. Em resposta a um alerta emitido por Moscou, que orientou cidadãos estrangeiros e diplomatas a deixarem a capital ucraniana antes de novos ataques, Alemanha, Holanda, Noruega e a União Europeia convocaram oficialmente seus respectivos enviados russos para prestar esclarecimentos.
A medida diplomática surge como uma reação direta ao que a União Europeia classificou como uma "escalada inaceitável". Segundo a porta-voz da UE, Anitta Hipper, a ameaça contra diplomatas e civis estrangeiros viola normas internacionais básicas. "Não seremos intimidados por ameaças", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha em comunicado oficial, reiterando o apoio contínuo do país à Ucrânia.
Contexto da Escalada
A tensão escalou após o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciar, na segunda-feira, o início de "ataques sistemáticos" contra instalações militares e centros de decisão em Kiev. O governo russo justifica a ofensiva como uma retaliação a um ataque ucraniano ocorrido na semana passada contra uma escola profissionalizante na região ocupada de Luhansk, que teria vitimado 21 pessoas.
Nos últimos dias, a Rússia intensificou o uso de armamento avançado, incluindo o míssil hipersônico Oreshknik, capaz de atingir velocidades dez vezes superiores à do som. Enquanto o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a disposição de Washington para mediar um possível cessar-fogo, o cenário no terreno permanece crítico, com relatos de ataques aéreos contínuos contra áreas residenciais.
A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos, enquanto a diplomacia europeia pressiona por um cessar-fogo total e incondicional, visando a retomada de negociações de paz genuínas.
Fonte: Al Jazeera. "European countries and EU summon Russian envoys over threats on Kyiv". Publicado em 26 de maio de 2026.
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