Acordo de Paz com Irã Avança, Mas Trump Exige Hoje Destruição "Imediata" de Urânio Enriquecido
As negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz ganharam contornos decisivos. Após o jornal The New York Times ter revelado no último sábado, 23 de maio de 2026, que o Irã aceitou, em princípio, abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, o presidente Donald J. Trump veio a público hoje, 25 de maio, para confirmar a exigência americana e ditar as regras para a eliminação do material.
De acordo com a reportagem do The New York Times, duas autoridades dos EUA confirmaram que o compromisso de Teerã em abrir mão do estoque de urânio é a peça-chave do acordo proposto. A apuração do jornal detalhou que os negociadores americanos precisaram adotar uma postura firme: intermediários foram acionados para alertar o Irã de que os EUA abandonariam as conversas e retomariam a campanha militar caso o tema nuclear fosse adiado.
Ainda segundo o histórico reportado pelo jornal, as tensões na região incluem um ataque com mísseis Tomahawk dos EUA em junho de 2025 contra o site nuclear de Isfahan, que havia soterrado temporariamente o urânio altamente enriquecido antes de o Irã recuperar o acesso ao material no final do verão passado.
Embora as fontes iniciais do The New York Times tenham apontado no dia 23 de maio que os detalhes técnicos do descarte seriam postergados para uma rodada futura de negociações, o presidente Trump utilizou hoje as suas redes sociais para estipular condições imediatas e detalhadas para o manejo do que chamou de "poeira nuclear".
Na sua publicação oficial nesta segunda-feira, o presidente Trump delineou três caminhos aceitáveis para o destino do urânio enriquecido a 60% — estimado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em cerca de 970 libras (440 kg):
1. Envio imediato do material para os Estados Unidos para ser destruído;
2. Destruição no próprio local (em solo iraniano), de forma coordenada com a República Islâmica do Irã;
3. Transferência e destruição em outro local considerado aceitável por ambas as partes.
Trump enfatizou que, independentemente da rota escolhida, todo o processo deverá ser oficialmente testemunhado e validado pela "Comissão de Energia Atômica, ou seu equivalente" (AIEA).
O cruzamento dos dados mostra que, enquanto a diplomacia de bastidores costurava um pacto genérico para manter o Irã na mesa de negociações em troca da liberação de bilhões de dólares em ativos congelados, a manifestação pública de Trump feita hoje estabelece uma linha dura: não haverá espaço para morosidade no desarmamento.
O anúncio sinaliza um avanço histórico para a estabilização do comércio marítimo global, mas o sucesso definitivo do acordo — cujas reuniões formais devem começar nas próximas semanas — ainda depende de como Teerã reagirá aos termos de execução imediata publicados hoje pela Casa Branca e da resistência política que o governo Trump enfrentará no Capitólio.
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