Ó rei sem coroa, ó plebeu em vigília,
Decide-se agora a tragédia ou a glória!
Que vento soprará sobre a pátria família,
Quando o sol de domingo selar a história?
Pois o voto é uma adaga de papel e silêncio,
Traçada no escuro de uma cabine secreta.
Valerá o rancor, a esperança ou o fênix?
Qual verdade será pela urna liberta?
A turba conspira, os oráculos calam,
Nenhum poeta sabe o tom da canção.
Os Deuses do Tempo nos bastidores já falam,
Mas guardam em segredo a sua decisão.
Cai o pano da noite, suspira o ator:
Será a alvorada um abraço ou um açoite?
Amanhã saberemos quem é o senhor,
Quando a sorte do reino emergir desta noite.
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