quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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O Espetáculo da Cidadania: É o povo quem produz o show e assina a direção
O Espetáculo da Cidadania: É o povo quem produz o show e assina a direção
A frase "É o povo quem produz o show e assina a direção" — verso imortalizado na canção Coisa de Pele, de Jorge Aragão, e adotada como lema central da campanha institucional da Justiça Eleitoral — propõe uma profunda reflexão sobre o papel do cidadão na democracia brasileira. Mais do que um slogan publicitário, a premissa resgata o verdadeiro sentido da soberania popular: lembrar que o Estado existe em função da sociedade, e não o contrário.
A política como criação coletiva
Historicamente, há uma tendência de enxergar a política como um universo distante, restrito aos gabinetes, aos partidos ou aos candidatos eleitos. A metáfora do "show" desafia essa visão passiva. Em qualquer espetáculo, por mais brilhantes que sejam os artistas no palco, o sucesso da obra depende de quem ergue a estrutura, ilumina os cenários, escreve o roteiro e consome a arte.
Ao aplicar essa lógica à vida pública, a campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descentraliza o poder. Os governantes e legisladores não passam de administradores temporários contratados pela sociedade; o verdadeiro autor da direção do país é o eleitor. Quando o cidadão compreende que o seu voto molda o roteiro das políticas públicas, a apatia cede espaço à responsabilidade compartilhada.
A identidade cultural como ponte para o voto
Um dos grandes méritos dessa abordagem é humanizar o processo eleitoral por meio da cultura popular. O samba, enquanto manifestação legítima da identidade nacional, substitui a linguagem fria e estritamente jurídica por um apelo afetivo. Votar deixa de ser apenas uma obrigação burocrática e passa a ser compreendido como um ato de pertencimento. É "coisa de pele" — algo intrínseco à nossa história, diversidade e coletividade.
O protagonismo e o futuro da democracia
Em tempos de desinformação e desgaste institucional, relembrar o protagonismo do povo é um antídoto necessário. A frase lembra que a democracia não se autorregula; ela exige a participação ativa, a vigilância constante e o exercício consciente da escolha nas urnas.
Afinal, se o show da democracia vai mal, cabe ao seu verdadeiro autor reescrever os próximos capítulos. Afinal, as diretrizes fundamentais do país continuam pertencendo a quem realmente o sustenta no dia a dia: o povo brasileiro.