Na penumbra da urna, o destino se desdobra,
Pois o tempo é um palco, e nós somos os atores;
O espetáculo finda quando a sombra se dobra
E a promessa do povo cala os seus oradores.
Será o amanhã um renascer da esperança,
Ou o velho fantasma trajado de novo dia?
No saldo dos votos se equilibra a balança,
Pois o reino do homem é moldado em dúvida e agonia.
Quem segura a coroa na virada do sol?
Quem colherá as dores desta grande tempestade?
O eleitor se recolhe como um triste anzol,
Buscando no mistério a sua própria verdade.
As urnas se fecham, o silêncio é rainha,
Não há feitiço ou astro que revele o papel;
Que o destino decida se a sorte é minha ou sua,
Enquanto a noite cai e desenha o seu véu.
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