Em meio aos preparativos para as negociações internacionais, Beirute condiciona o cessar-fogo definitivo à cessação de bombardeios, cronograma mensurável de retirada israelense, retorno seguro de deslocados e forte presença das Forças Armadas.
O governo e o comando do Estado libanês reiteraram a solidez de suas premissas fundamentais para viabilizar qualquer acordo duradouro de cessar-fogo e estabilização na fronteira meridional. As diretrizes estabelecidas por Beirute estruturam-se em torno de quatro eixos inegociáveis voltados a resgatar a soberania territorial e a assegurar a proteção humanitária na região sul do país.
As exigências centrais postuladas compreendem:
Cessação total de hostilidades: A interrupção imediata e verificável de bombardeios terrestres, aéreos, navais e de ataques por drones, coibindo ações unilaterais de retaliação.
Cronograma mensurável de retirada: A exigência de um calendário mapeado e datado para o recuo completo das forças israelenses para além da Linha Azul, evitando zonas tampão de ocupação prolongada.
Retorno seguro e assistido de deslocados: Garantias logísticas para a volta da população civil, o que envolve a desminagem prévia de rotas, inspeção de edificações e a restauração de infraestruturas básicas de água, eletricidade e telecomunicações.
Monopólio estatal da força: A mobilização de um contingente expressivo de 15.000 a 20.000 soldados das Forças Armadas do Líbano (LAF) para atuar como força nacional soberana e contínua em posições estratégicas no sul.
A manutenção firme dessas salvaguardas serve de base para as tratativas técnicas mediadas internacionalmente, garantindo que o avanço operacional por etapas e o protagonismo militar do Estado caminhem lado a lado na construção de uma paz verificável.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.