Reconhecimento Público e Institucional: Para a justiça social e para os familiares que lutaram contra a impunidade e o esquecimento, ver a história transmitida em massa na mesma rede de televisão que abrigou a trajetória de Daniella funcionaria como um acerto de contas definitivo. Representaria a emissora reconhecendo abertamente a gravidade do caso em sua própria "casa", devolvendo à memória da atriz o espaço que lhe foi negado pelo choque e pelo silenciamento institucional da época.
Democratização da Mensagem: O ecossistema de streaming ainda possui barreiras de acesso socioeconômico. Levar o documentário para a TV aberta de maior alcance garantiria que o rigor documental, a condenação à misoginia e o alerta contra a violência de gênero chegassem às camadas da população que mais dependem da televisão gratuita, cumprindo uma função pedagógica indispensável.
A Perspectiva da Família: Do ponto de vista de Gloria Perez e dos amigos próximos, o motor de toda a luta sempre foi a recusa ao esquecimento e o combate implacável a qualquer tentativa de distorcer os fatos. Para quem dedicou décadas a garantir que a verdade prevalecesse sobre a mentira dos assassinos, quanto maior a circulação da obra e mais irrestrito o acesso do público, mais blindada fica a memória de Daniella contra o revisionismo criminoso.
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