segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Ucrânia poderá utilizar mísseis balísticos nacionais contra alvos na Rússia em até seis meses, aponta ex-ministro da Defesa

Ucrânia poderá utilizar mísseis balísticos nacionais contra alvos na Rússia em até seis meses, aponta ex-ministro da Defesa

Mykhailo Fedorov destaca avanço tecnológico em entrevista à CBS News; armamento nacional trará maior velocidade e capacidade de penetração em ataques de longo alcance.

A Ucrânia tem potencial para começar a empregar mísseis balísticos de fabricação própria em ataques a alvos no interior do território russo dentro de um prazo de três a seis meses. A declaração foi feita pelo ex-ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, em entrevista exclusiva à rede norte-americana CBS News.

Segundo Fedorov, o programa de mísseis balísticos do país ganhou forte aceleração durante sua gestão, impulsionado pela necessidade urgente de superar as vantagens numéricas e de armamentos convencionais das forças russas.

"Precisamos derrotar a Rússia em todos os ciclos tecnológicos e temos que tomar decisões 24 horas por dia, 7 dias por semana", afirmou Fedorov, ressaltando que, embora a inovação ucraniana ocorra em ritmo acelerado, a Rússia também avança rapidamente no setor.

Mudança estratégica no cenário de longo alcance

Até o momento, as forças de Kiev têm recorrido primariamente a drones de longo alcance e mísseis de cruzeiro para atingir alvos militares e industriais localizados profundamente em solo russo. Contudo, a introdução de mísseis balísticos nacionais representará um salto tático significativo: tratam-se de opções consideravelmente mais velozes e de difícil interceptação pelos sistemas de defesa adversários.

Em contrapartida, a Rússia faz uso rotineiro de mísseis balísticos contra centros urbanos e infraestruturas civis ucranianas — artefatos que continuam a representar um dos desafios mais complexos para a defesa antiaérea do país devido à escassez de meios de interceptação adequados.

Legado tecnológico e contexto político

Antes de deixar o cargo em julho, Fedorov desempenhou papel central na reformulação da estratégia de defesa ucraniana, priorizando o uso de sistemas não tripulados, robótica terrestre e tecnologias autônomas para mitigar desequilíbrios de tropa.

O avanço na indústria bélica nacional ocorre em meio a testes bem-sucedidos de novos armamentos de longo alcance por fabricantes locais, fortalecendo a autonomia estratégica de Kiev na condução do conflito.


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