Capítulo XIV - Palavras, Saber e uma Intuição Inquieta
A memória vívida de Eduardo Torto ecoava na mente de He Dantés como um chamado à ação. As palestras apaixonadas do fundador da Academia de Letras de Balneário Camboriú (ALBC) nos corredores das escolas, semeando o amor pela leitura e escrita, eram um testemunho do poder transformador das palavras. Dantés via ali a faísca inicial para um futuro mais culto e criativo para a cidade. A ideia de uma universidade, germinada naquele mesmo solo onde Torto havia plantado tantas sementes em conversas com os estudantes, ganhava contornos mais nítidos. "Universidade Laureano Pacheco", pensou, unindo a tradição da antiga escola com a visão de um futuro promissor, um farol de conhecimento que irradiaria seus raios para toda a região, complementando o já promissor Campus Misto BC.
E a questão das línguas persistia, um elo crucial para conectar Balneário Camboriú com o mundo. A fluência de Dantés era uma ferramenta poderosa, mas a falta de uma escola pública de idiomas era uma barreira que precisava ser derrubada. Ele imaginava um centro vibrante onde o aprendizado de novas línguas abrisse portas para a compreensão intercultural, para o acesso irrestrito à literatura universal e para a colaboração artística sem fronteiras. Era um componente essencial para a justiça cultural que ele tanto almejava.
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