sábado, 26 de abril de 2025

Solenidade nas Pedras: Um Tributo Silencioso

A luz do sol da manhã banhava as pedras de Itaguaçu, um monumento natural imponente, em um brilho quase reverente. O Parlamento Vampírico, em um gesto incomum de solenidade silenciosa, havia se reunido no local. A morte do Papa Francisco, um evento que reverberava profundamente no mundo da fé humana, não passou despercebida pelos observadores noturnos.

Não houve discursos grandiosos ou lamentações audíveis. Apenas a presença espectral dos vampiros em meio à beleza austera das pedras, um tributo silencioso à figura que liderou por anos uma das maiores instituições religiosas do planeta.

Vlad, com sua postura normalmente imponente, permanecia em silêncio, seu olhar fixo no horizonte vasto do oceano. Anastasia, com sua elegância sombria, parecia absorta na contemplação das ondas quebrando nas rochas. Carmilla, por um instante, deixou de lado sua pragmática habitual, seu semblante carregado de uma gravidade atípica. Balthazar, sem seus livros, apenas observava o movimento lento das marés, talvez refletindo sobre o impacto da fé na história humana. Lilith, com sua sensibilidade artística, parecia absorver a melancolia da manhã, a sensação de um ciclo que se encerrava.

Mago Melchior, presente entre eles, sussurrou em um tom quase inaudível: "Para muitos mortais, a perda de um líder espiritual é como a queda de uma estrela guia. Um momento de luto, de reflexão sobre a mortalidade e o legado."

O silêncio do Parlamento nas pedras de Itaguaçu era uma demonstração de respeito, uma pausa em suas próprias agendas e intrigas para reconhecer a importância da figura que havia partido para incontáveis fiéis. Era um lembrete de que, mesmo em sua existência à margem do mundo mortal, os eventos que moldavam a história humana não passavam completamente despercebidos.



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