O Oco Dourado e o Fedor da Cloaca
Na quietude opressora da Igreja São Sebastião, He Dantés sentia um nó na garganta, um peso no peito. A grandiosidade do espaço, que antes lhe inspirara reflexão, agora parecia amplificar sua sensação de desolação. O "oco dourado" da esperança parecia ter sido substituído pelo "fedor da cloaca" da impotência.
A fustração com a aparente impossibilidade de concretizar suas ideias, de transformar a "luz das decisões" em ação efetiva, o consumia. A "fotossíntese humana" que tanto almejava parecia distante, sufocada pela inércia e pela resistência.
O silêncio da igreja ecoava sua própria falta de voz, a sensação de estar preso em um ciclo de reflexão sem poder de concretização. A beleza dos vitrais e a solenidade do altar contrastavam dolorosamente com a escuridão que ele sentia em seu interior. A "vontade política", que antes ardia como uma chama, agora parecia uma brasa quase apagada.
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