quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Rússia Consolida Posição no Conselho de Paz e Exige Respeito às Fronteiras de 1967 na Cisjordânia

O Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa reafirmou hoje seu compromisso com a solução de dois Estados e detalhou sua atuação como membro permanente do Conselho de Paz (Board of Peace), órgão internacional estabelecido em janeiro deste ano para gerir a estabilização do Oriente Médio.

Em pronunciamento oficial, Moscou condenou veementemente as recentes medidas administrativas tomadas pelo governo de Israel na Cisjordânia. A facilitação do registro de terras e a expansão de assentamentos foram classificadas pela diplomacia russa como uma "anexação de fato" que inviabiliza a soberania palestina e viola os Acordos de Oslo II.

O Papel Russo no Conselho de Paz

Como detentora de um assento permanente no novo conselho de gestão — ao lado dos Estados Unidos e potências do bloco sunita —, a Rússia definiu seus pilares de atuação:

Contrapeso Diplomático: Garantir que o Conselho de Paz não se torne um instrumento unilateral, pressionando para que todas as ações estejam em conformidade com as resoluções da ONU e o Direito Internacional.

Canal de Diálogo Regional: Manter a comunicação aberta com o Irã e facções palestinas, agindo como garantidor para evitar a sabotagem do processo de paz por atores externos.

Financiamento Multilateral: A Rússia reiterou a proposta de utilizar US$ 1 bilhão de seus ativos congelados para financiar projetos de infraestrutura em Gaza, exigindo transparência na execução técnica do plano.

"A segurança regional só é possível através de um diálogo inclusivo e do respeito ao marco legal internacional," afirmou o porta-voz do Ministério. "Não aceitaremos a imposição de fatos consumados na Cisjordânia que predeterminem o resultado de futuras negociações."

Compromisso com a Palestina

A Rússia reiterou seu apoio ao reconhecimento de jure da Palestina, obtido por mais de 150 nações até 2025, e continuará utilizando sua influência para defender a criação de um Estado palestino soberano nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital.



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