quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Presidente Mahmoud Abbas declara 2026 como o "Ano da Democracia" e convoca eleições nacionais inéditas

Presidente Mahmoud Abbas declara 2026 como o "Ano da Democracia" e convoca eleições nacionais inéditas

O Presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, emitiu uma série de decretos presidenciais históricos que estabelecem o roteiro para a renovação das instituições democráticas palestinas. Sob o lema de unificação nacional, Abbas convocou eleições para o Conselho Nacional Palestino (PNC) — o parlamento da OLP — e definiu o calendário para votações municipais e partidárias, marcando o que chamou de "transição definitiva da Autoridade para o Estado soberano".

O Calendário Eleitoral de 2026

O cronograma anunciado pela Presidência busca restaurar a legitimidade das instituições após mais de duas décadas sem eleições gerais:

25 de abril de 2026: Realização de Eleições Municipais e Locais em toda a Cisjordânia e, conforme o plano de transição, em distritos selecionados da Faixa de Gaza.

14 de maio de 2026: Início da 8ª Conferência Geral do Fatah, onde o partido governista elegerá seu novo Comitê Central e definirá a linha sucessória da liderança palestina.

1º de novembro de 2026: Eleições para o Conselho Nacional Palestino (PNC). Pela primeira vez, Abbas decretou que os membros serão escolhidos por sufrágio direto, incluindo a participação da diáspora palestina.

Reformas e Condicionantes de Participação
Para assegurar a conformidade com as exigências internacionais e evitar sanções, Abbas assinou um decreto que altera a Lei Eleitoral. A nova regra exige que todos os candidatos e partidos:
 
Reconhecimento da OLP: Aceitem formalmente o programa político da Organização para a Libertação da Palestina, incluindo o reconhecimento dos acordos internacionais e a solução de dois estados.

Renúncia à Violência: Assinem um compromisso de rejeição ao terrorismo e à luta armada paralela às forças oficiais.

Analistas apontam que esta medida visa bloquear a participação oficial do Hamas e da Jihad Islâmica, a menos que os grupos aceitem o desarmamento total conforme previsto na "Segunda Fase" do plano de paz.

Governança em Gaza e Unidade Nacional

Abbas reiterou que o Estado da Palestina está pronto para assumir a "responsabilidade total" por Gaza. Ele endossou o comitê tecnocrata de Ali Shaat como uma ponte administrativa necessária, reforçando que "não haverá Estado em Gaza sem a Cisjordânia, nem Estado na Cisjordânia sem Gaza".

"Estamos construindo um sistema baseado em uma única lei, uma única autoridade e uma única arma legítima", declarou o Presidente em seu pronunciamento em Ramallah.

Contexto de Estado

Os anúncios ocorrem em meio a reformas profundas na AP, que incluem a criação de um sistema de bem-estar social auditável, a revisão de currículos escolares e a redação de uma Constituição Provisória, elementos-chave para a obtenção do reconhecimento pleno da Palestina como membro da ONU.

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