quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

"Naming rights" é um tema interessante e em ascensão. 

Livros e recursos recomendados para ajudar a entender melhor esse conceito - onde encontrar? 

"Livros:

- Naming Rights de Bens Públicos: Este livro, de Felipe Sampaio, explora a comercialização de "naming rights" no setor público, definindo limites e parâmetros para essa prática. É um material valioso para quem se interessa pela aplicação desse conceito em bens públicos.

- O Poder do Naming: Como criar nomes de sucesso para sua empresa, marca ou produto: Este livro, de Igor Pinterich, aborda o tema de forma mais ampla, explicando como criar nomes de sucesso para empresas, marcas e produtos. Embora não se concentre exclusivamente em "naming rights", ele oferece informações valiosas sobre o processo de criação de nomes.

Recursos online: Além dos livros, existem artigos e estudos acadêmicos que abordam o tema. Um exemplo é o artigo "Naming rights: a nova fronteira da Propriedade Intelectual" que aborda os segredos desse tipo de negocio.

Há também o trabalho acadêmico "NAMING RIGHTS: O HISTÓRICO E OS DESAFIOS NO BRASIL" de Rener Henrique Pinheiro, que pode ser encontrado online, e que aborda o tema no contexto do Brasil.".

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Tinha uma entrevista que fiz em 2016 com André Meirinho onde descobri um pouco como funcionava, infelizmente perdi, eu podia ter muitos defeitos como entrevistador, mas buscava um debate de cidade. Tudo bem que o André Meirinho já estava em 2040, mas muito assunto que se debatia há dez anos é atual hoje. Tem uma fala muito boa dele, na Câmara, falando sobre o uso do naming rights no transporte público. 

A política de tornar a passagem gratuita, eliminar a tarifa, sabe como veio? Pensando em uma forma das pessoas verem a aplicação no dia a dia, um recurso que não iria pesar em seu bolso e que pode trazer benefício para ela. Devo repetir há um bom tempo. Existem outras. A criação de um fundo pensado com este propósito (ou uma política, já que podem exigir que seja do Fundo de Mobilidade Urbana) e o mapeamento dos espaços para licitar seria o primeiro passo. Utilizar os pontos de ônibus pode gerar uma receita que muitos não imaginam (e até obrigar a construírem pontos onde não tem). Pensar o próprio ônibus como possibilidade de gerar receita maior é possível (já existe propaganda nos ônibus, por isto falei que a inclusão do componente naming rights nos contratos por lote de concessão em cidades como São Paulo e Rio garantia uma política duradora)

Ninguém estaria entregando o transporte público para o setor privado que já é gerido por empresas privadas e já possuem propagandas (é apenas uma organização, uma gestão dos recursos), e os contratos serão com o poder público. Em outras palavras, é colocar a Coca-Cola pra pagar a passagem. 

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