O governo de Israel apresentou uma contraproposta rigorosa ao plano de desarmamento parcial discutido nesta semana de 30 de abril de 2026. Em resposta à sinalização do Hamas de entregar armamentos policiais, o gabinete de segurança israelense formalizou a exigência de um cronograma fixo de 90 dias para a entrega total de arsenais estratégicos e o desmantelamento da infraestrutura militar remanescente na Faixa de Gaza.
O Ultimato de 90 Dias
A exigência de Israel redefine os termos da transição, elevando o nível de cobrança sobre as facções locais. O cronograma estabelecido por Tel Aviv foca em três pilares inegociáveis:
1. Armamento Pesado: Entrega completa de mísseis, foguetes de longo alcance e lançadores dentro do prazo de três meses.
2. Mapeamento de Túneis: Fornecimento do mapa detalhado de toda a rede subterrânea militar ainda existente no território.
3. Verificação Física: Acesso irrestrito de comissões de auditoria internacional para validar a inutilização dos estoques.
A Resposta à "Concessão" Policial
Israel classificou a oferta anterior de entrega de fuzis policiais como um gesto meramente simbólico e "insuficiente". A posição do governo é de que o alívio das restrições humanitárias e a retirada de tropas das zonas ocupadas (as chamadas "Linhas Amarelas") só ocorrerão à medida que o cronograma de 90 dias for cumprido de forma verificável.
Implicações para o NCAG e Ali Shaath
O Dr. Ali Shaath, à frente do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), agora atua para mediar este novo impasse. Enquanto Shaath defende um desarmamento gradual para evitar vácuos de poder, a pressão de Israel por um prazo curto de 90 dias coloca o comitê tecnocrata sob urgência máxima.
A aceitação deste cronograma é vista pelos mediadores (EUA, Egito e Catar) como a condição sine qua non para que o plano de reconstrução de US$ 71 bilhões saia da fase de planejamento e chegue ao canteiro de obras.
Ceticismo e Diplomacia
Diplomatas árabes familiarizados com as negociações no Cairo expressaram ceticismo quanto à viabilidade de um desarmamento total em apenas 90 dias, dada a complexidade técnica e a resistência das alas militares de elite. No entanto, o "Board of Peace", liderado por representantes internacionais, já utiliza este prazo como a métrica oficial para monitorar o progresso da paz no segundo semestre de 2026.
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