O presidente da Ucrânia anunciou hoje o retorno de 205 cidadãos ucranianos que estavam sob custódia russa. A liberação marca o início de um acordo ambicioso de troca humanitária, estruturado no formato de "1.000 por 1.000", que prevê a libertação progressiva de mil prisioneiros de cada lado.
Entre os repatriados nesta primeira etapa estão soldados das Forças Armadas da Ucrânia, membros da Guarda Nacional e agentes do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras. O grupo libertado é composto por soldados rasos, sargentos e oficiais.
Resgate de defensores históricos
De acordo com o governo ucraniano, a maioria dos libertados hoje havia sido capturada ainda em 2022, nos primeiros meses da invasão russa. Entre eles, estão combatentes que participaram de momentos críticos da resistência ucraniana, incluindo:
A defesa de Mariupol e do complexo industrial de Azovstal;
Batalhas nas frentes de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy e Kiev;
A segurança na antiga usina nuclear de Chornobyl.
Agradecimento e continuidade das negociações
Em pronunciamento oficial, o presidente ucraniano expressou profunda gratidão às equipes de negociação, aos parceiros internacionais que mediaram o diálogo e aos soldados na linha de frente que viabilizaram a captura de prisioneiros russos para o "fundo de troca".
"Agradeço a todos que trabalham para trazer nosso povo de volta para casa. Continuaremos lutando por cada homem e cada mulher que ainda permanece em cativeiro", afirmou o chefe de Estado.
O governo reiterou que os esforços diplomáticos e operacionais seguem em ritmo acelerado para cumprir as próximas fases do acordo de troca de mil prisioneiros.
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