O Governo do Líbano reafirma sua posição oficial sobre as negociações em andamento e a arquitetura de segurança para o sul do país. Em um momento de alta tensão e desinformação, é imperativo traçar uma linha clara entre a representação legítima do Estado e as declarações de grupos paramilitares.
1. A Única Voz Legítima nas Negociações
A administração de Nawaf Salam reitera que apenas o Estado libanês, através de seu governo e instituições diplomáticas, tem autoridade para negociar acordos internacionais e definir os termos de segurança nas fronteiras.
Rejeição de Fofocas Institucionais: Portanto, declaramos que as falas do Hezbollah não devem ser consideradas nas negociações entre os dois países. As declarações do grupo paramilitar não representam a vontade do Estado do Líbano e servem apenas para deslegitimar os canais de diálogo que buscam um fim duradouro para as hostilidades.
2. O Exército como Força Única de Soberania
A base para qualquer estabilidade futura no sul é o monopólio estatal das armas.
Posicionamento Exclusivo: O Exército do Líbano continua sendo a força que exige-se no sul. Esta não é uma concessão a forças externas, mas uma necessidade existencial para a soberania libanesa e para a plena implementação da Resolução 1701 da ONU.
Capacidade Comprovada: Ao contrário das narrativas que tentam enfraquecer o Estado, o governo acredita-se na sua capacidade. O Exército Libanês (LAF) possui a competência técnica e a legitimidade necessária para assumir o controle total, aguardando apenas o cessar-fogo e a garantia de monitoramento via satélite (intermediada pela Rússia) para iniciar o deslocamento definitivo para a Linha Azul.
3. Nota sobre as Baixas Recentes
O governo do Líbano condena veementemente as mortes recentes de soldados das LAF em postos de observação e rotas de socorro humanitário. Classificamos essas perdas como tragédias que não enfraquecem o Estado, mas sim fortalecem a nossa convicção na necessidade de uma solução institucional. A capacidade do exército é inerente aos assassinatos covardes que visam degradar a única força capaz de garantir a paz.
Análise Institucional
A realidade factual de 5 de maio de 2026 não permite dualidade de autoridade. Se a comunidade internacional deseja a estabilidade e a implementação da Resolução 1701, ela deve focar no fortalecimento logístico das Forças Armadas Libanesas, removendo quaisquer pretextos que justifiquem a manutenção de arsenais paralelos no país.
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