O SUSP funciona em Santa Catarina?
Embora o SUSP tenha sido instituído pela Lei Federal nº 13.675/2018 para integrar as forças de segurança em todo o país, a sua execução depende de como cada estado organiza seus dados e operações. No caso de SC, essa integração é operacionalizada por meio de pilares bem definidos:
1. Integração Tecnológica (SISP)
O coração do SUSP em Santa Catarina é o SISP (Sistema Integrado de Segurança Pública). Diferente de outros estados onde as polícias Civil e Militar utilizam sistemas isolados, em SC o banco de dados é unificado. Isso permite que:
Um Boletim de Ocorrência registrado pela PM no local do crime seja visualizado em tempo real pela Polícia Civil e pela Perícia.
Haja uma codificação única para os fatos, evitando duplicidade e retrabalho.
2. Plano Estadual de Segurança Pública
Santa Catarina possui o seu Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, que é alinhado às diretrizes do SUSP federal. Recentemente, em 2025 e 2026, o estado reforçou a gestão orientada por dados (Data-Driven), utilizando inteligência artificial e análise geoespacial para distribuir o efetivo conforme a mancha criminal.
3. O caso de Balneário Camboriú como exemplo prático
O crime recente envolvendo um empresário morador do município é uma aplicação perfeita do conceito do SUSP:
Ações Integradas: A cooperação entre o 12º BPM, o 10º BPM e o 25º BPM mostra a comunicação fluida entre batalhões.
Interoperabilidade: O compartilhamento de informações com a Polícia Federal e a Polícia Civil de SP para a prisão em Viracopos é o que o SUSP prevê como "arquitetura uniforme" de segurança nacional.
4. Conselho Estadual (CESPDS)
O estado também instituiu o Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (CESPDS), uma exigência do SUSP para que o estado possa receber recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
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