Na antevisão do encontro presencial de quinta-feira em Washington, o governo de Israel detalhou as garantias operacionais que compõem o pilar de segurança do futuro tratado de paz com o Líbano. Sob a doutrina de "Paz através da Força", a estratégia foca na incapacidade física de agressão e na fiscalização rigorosa, visando o retorno seguro de milhares de civis às suas comunidades.
Desmilitarização e a Linha do Litani
O ponto central da garantia de segurança israelense reside na aplicação estrita da Resolução 1701 da ONU, com a exigência de que o Hezbollah remova integralmente a sua infraestrutura militar do sul do Rio Litani. Israel condiciona a paz à ocupação exclusiva da região pelas Forças Armadas Libanas (LAF) e a um reforço no mandato da UNIFIL, que deverá realizar inspeções ativas para impedir a reconstrução de túneis e armazéns de armamento.
Mecanismos de Intervenção e Vigilância
A delegação chefiada pelo embaixador Yechiel Leiter sustenta a necessidade de "liberdade de ação operacional" em caso de violações flagrantes. O protocolo de segurança em debate prevê:
Monitorização Tecnológica: Uso de vigilância aérea e sensores de alta precisão para monitorizar a zona de exclusão.
Direito de Resposta: O reconhecimento internacional do direito de Israel intervir caso detete o transporte de mísseis ou atividades terroristas na zona desmilitarizada.
Zona de Segurança Técnica: Medidas para neutralizar a ameaça de mísseis antitanque, afastando as capacidades de lançamento da linha de visão das comunidades fronteiriças.
Controlo de Fluxo e Soberania Estatal
Israel argumenta que a estabilidade no sul é indissociável do controlo das fronteiras nacionais do Líbano. O tratado prevê que o Estado Libanês, sob a liderança do Presidente Joseph Aoun, assuma o controlo total dos portos, aeroportos e da fronteira com a Síria, interrompendo o fluxo de contrabando de componentes militares.
A Blindagem de Islamabad e o Encontro em Washington
A viabilidade deste plano de segurança beneficia do isolamento diplomático obtido pelo Anexo Regional de Islamabad, que permite tratar as questões de fronteira do Líbano sem a interferência de crises externas no Estreito de Ormuz. O encontro presencial desta quinta-feira, 23 de abril, será decisivo para definir os termos técnicos destas garantias e o cronograma de implementação do tratado definitivo mediado pelos EUA.
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