domingo, 12 de abril de 2026

Qual plano do Sistema de Transporte Coletivo Regional da AMFRI?

Qual plano do Sistema de Transporte Coletivo Regional da AMFRI?

O plano de implementação do Sistema de Transporte Coletivo Regional (STCR) da AMFRI, estruturado através do projeto Promobis, representa uma mudança de paradigma na mobilidade urbana do litoral catarinense. O objetivo central é integrar as cidades da região em uma rede única, eficiente e sustentável.

Aqui está o detalhamento estruturado do plano:

1. Visão Estrutural: O BRT Regional

O projeto abandona o modelo de linhas isoladas para adotar o sistema BRT (Bus Rapid Transit).

Frota Sustentável: Serão utilizados ônibus 100% elétricos, com baixa emissão de ruídos e poluentes, equipados com ar-condicionado e Wi-Fi.

Corredores Exclusivos: Para evitar os gargalos da BR-101 e das avenidas centrais, o sistema prevê calhas exclusivas, garantindo que o transporte público tenha prioridade e tempos de viagem previsíveis.

2. Eixos de Conexão (Malha Viária)

A rede foi desenhada para conectar os principais polos geradores de tráfego:

Conexão Aeroporto: O terminal de Navegantes será interligado diretamente aos centros de Itajaí e Balneário Camboriú.

Expansão Norte-Sul: O plano abrange desde as praias do norte (Piçarras e Penha) até o extremo sul da associação (Bombinhas), facilitando o deslocamento de trabalhadores e turistas.

3. Integração Tecnológica e Financeira

Este é o pilar que resolve a fragmentação atual do sistema:

Bilhetagem Unificada: A implementação de um sistema de pagamento por aproximação e cartões integrados que permitem a troca de veículos entre linhas municipais e regionais com uma tarifa otimizada.

Monitoramento em Tempo Real: O uso de dados de telemetria para que o usuário saiba, via aplicativo, o minuto exato da chegada do veículo, além da integração total com plataformas globais de mapas.

4. Obras de Arte e Infraestrutura Crítica

O plano não se limita aos ônibus, mas abrange intervenções físicas severas para destravar o fluxo:

Túnel Imersivo Itajaí-Navegantes: A peça mais complexa do plano, permitindo a travessia sob o rio sem as interrupções do sistema de balsas ou os desvios pela rodovia federal.

Mobilidade Ativa: Construção de ciclovias e calçadões integrados às estações do BRT, incentivando o uso de bicicletas como "última milha" para chegar ao destino final.

5. Modelo de Gestão (PPP)

O financiamento de aproximadamente US$ 120 milhões viabilizado pelo Banco Mundial será gerido por meio de um consórcio público, mas a operação será concedida à iniciativa privada através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Isso garante que o investimento em tecnologia e manutenção da frota seja responsabilidade da concessionária, sob rigorosa fiscalização dos municípios.

Resumo do Impacto Esperado

O plano visa reduzir a dependência de veículos particulares, diminuir o tempo médio de deslocamento entre as cidades em até 30% e posicionar a região da AMFRI como a primeira do Brasil a ter um sistema de transporte regional totalmente eletrificado e integrado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.