Fundo Soberano do Rio de Janeiro: R$ 730 Milhões Sob Suspensão Técnica
Como fica a Fiscalização, Desbloqueio e Retomada de Obras
Detalhes do cenário atual e caminhos para os municípios:
1. Trâmite para Desbloqueio e Auditoria
O governo interino suspendeu as licitações e repasses por 30 dias (contados a partir de meados de abril de 2026) para realizar um "pente-fino". O trâmite oficial para que o dinheiro volte a fluir exige:
Reanálise de Enquadramento: A Controladoria Geral do Estado (CGE) e instâncias técnicas estão verificando se obras de "asfalto e pavimentação" podem legalmente usar verba do Fundo Soberano, que é destinado a investimentos estratégicos de longo prazo.
Validação de Projetos: Cada um dos 17 projetos aprovados no "apagar das luzes" da gestão anterior será reavaliado individualmente para confirmar a urgência e a viabilidade orçamentária.
Conformidade com a LRF: Verificação se os repasses não ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal em ano eleitoral e se estão adequados ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
2. Situação das Obras e Acompanhamento
Atualmente, as obras que dependiam exclusivamente deste repasse de R$ 730 milhões estão em suspensão técnica.
DER e Secretaria de Obras: O acompanhamento está sendo feito através de um monitoramento centralizado no Palácio Guanabara. O governo quer evitar que obras iniciadas virem "esqueletos" (obras paradas), mas prioriza não realizar pagamentos de contratos que apresentem inconsistências.
Municípios em "Espera": Cidades como Angra dos Reis, Petrópolis e Volta Redonda aguardam o parecer final para saber se os contratos assinados em março de 2026 serão mantidos ou anulados.
3. Soluções e Orientações aos Municípios
Para os prefeitos que buscam garantir os recursos, o governo interino sinalizou que a solução não virá por pressão política, mas por conformidade técnica.
O que os municípios devem apresentar:
Justificativa de Urgência: Provas técnicas de que a obra é essencial (ex: contenção de encostas em áreas de risco iminente, diferente de pavimentação puramente estética).
Atualização de Planilhas: Revisão de custos para garantir que não haja sobrepreço, adequando-os aos novos parâmetros da auditoria.
Certidões de Regularidade: Documentação atualizada que comprove que o município está em dia com as obrigações fiscais para receber transferências voluntárias.
De que forma podem pleitear:
Protocolo via SIPLAG: As solicitações devem ser formalizadas através do Sistema de Inteligência em Planejamento e Gestão (SIPLAG), seguindo as normas da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Audiências Técnicas: O governo abriu canais para que as secretarias de obras dos municípios apresentem seus projetos diretamente às pastas de Infraestrutura e Cidades, desde que focadas na readequação dos custos.
Nota de Alerta: A tendência é que obras puramente de pavimentação urbana sejam canceladas ou redirecionadas para outras fontes de custeio (como emendas ou recursos próprios), preservando o Fundo Soberano para projetos de maior impacto estrutural ou como garantia da dívida pública com a União.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.