sexta-feira, 24 de abril de 2026

Fundo Soberano do Rio de Janeiro: R$ 730 Milhões Sob Suspensão Técnica

Fundo Soberano do Rio de Janeiro: R$ 730 Milhões Sob Suspensão Técnica 

Como fica a Fiscalização, Desbloqueio e Retomada de Obras 

O trâmite para o desbloqueio dos recursos do Fundo Soberano e a retomada das obras nos municípios fluminenses passa agora por um rigoroso processo de auditoria técnica e jurídica. O governo interino de Ricardo Couto de Castro estabeleceu que a liberação não será automática e dependerá do cumprimento de novos critérios de austeridade.

Detalhes do cenário atual e caminhos para os municípios:

1. Trâmite para Desbloqueio e Auditoria

O governo interino suspendeu as licitações e repasses por 30 dias (contados a partir de meados de abril de 2026) para realizar um "pente-fino". O trâmite oficial para que o dinheiro volte a fluir exige:

Reanálise de Enquadramento: A Controladoria Geral do Estado (CGE) e instâncias técnicas estão verificando se obras de "asfalto e pavimentação" podem legalmente usar verba do Fundo Soberano, que é destinado a investimentos estratégicos de longo prazo.

Validação de Projetos: Cada um dos 17 projetos aprovados no "apagar das luzes" da gestão anterior será reavaliado individualmente para confirmar a urgência e a viabilidade orçamentária.

Conformidade com a LRF: Verificação se os repasses não ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal em ano eleitoral e se estão adequados ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

2. Situação das Obras e Acompanhamento

Atualmente, as obras que dependiam exclusivamente deste repasse de R$ 730 milhões estão em suspensão técnica.
 
DER e Secretaria de Obras: O acompanhamento está sendo feito através de um monitoramento centralizado no Palácio Guanabara. O governo quer evitar que obras iniciadas virem "esqueletos" (obras paradas), mas prioriza não realizar pagamentos de contratos que apresentem inconsistências.

Municípios em "Espera": Cidades como Angra dos Reis, Petrópolis e Volta Redonda aguardam o parecer final para saber se os contratos assinados em março de 2026 serão mantidos ou anulados.

3. Soluções e Orientações aos Municípios

Para os prefeitos que buscam garantir os recursos, o governo interino sinalizou que a solução não virá por pressão política, mas por conformidade técnica.

O que os municípios devem apresentar:

Justificativa de Urgência: Provas técnicas de que a obra é essencial (ex: contenção de encostas em áreas de risco iminente, diferente de pavimentação puramente estética).

Atualização de Planilhas: Revisão de custos para garantir que não haja sobrepreço, adequando-os aos novos parâmetros da auditoria.

Certidões de Regularidade: Documentação atualizada que comprove que o município está em dia com as obrigações fiscais para receber transferências voluntárias.

De que forma podem pleitear:

Protocolo via SIPLAG: As solicitações devem ser formalizadas através do Sistema de Inteligência em Planejamento e Gestão (SIPLAG), seguindo as normas da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Audiências Técnicas: O governo abriu canais para que as secretarias de obras dos municípios apresentem seus projetos diretamente às pastas de Infraestrutura e Cidades, desde que focadas na readequação dos custos.

Nota de Alerta: A tendência é que obras puramente de pavimentação urbana sejam canceladas ou redirecionadas para outras fontes de custeio (como emendas ou recursos próprios), preservando o Fundo Soberano para projetos de maior impacto estrutural ou como garantia da dívida pública com a União.

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