domingo, 12 de abril de 2026

Dados Consolidados Rodovias Catarinenses em Abril

Dados Consolidados Rodovias Catarinenses em Abril

Para detalhar os investimentos do Governo Federal em Santa Catarina, especialmente no contexto da BR-470, é preciso separar o que foi executado do que está previsto no Orçamento e no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Abaixo, apresento os dados consolidados até abril de 2026:

1. Investimento na BR-470 (Navegantes a Indaial)

O Governo Federal revisou o custo total da obra, que agora ultrapassa os R$ 1,7 bilhão devido aos atrasos acumulados de 13 anos.

Recursos Aplicados: Até o momento, o DNIT já empenhou cerca de R$ 1,4 bilhão na rodovia.

Previsão para 2026: O Orçamento da União destinou aproximadamente R$ 47,5 milhões específicos para a BR-470 este ano. Embora pareça baixo, o Governo alega que o grosso das obras nos Lotes 1 e 2 já foi pago, e os recursos para os Lotes 3 e 4 estão sendo liberados via Novo PAC conforme o avanço das medições.

2. O Novo PAC em Santa Catarina

O Governo Federal utiliza o Novo PAC como principal vitrine de investimento para tentar neutralizar as críticas de "abandono" do estado.

Aportes Globais: Estima-se que o Novo PAC preveja cerca de R$ 18,1 bilhões em investimentos totais para Santa Catarina até o fim de 2026 (incluindo energia, saúde e educação).

Execução: Relatórios recentes indicam que cerca de 90% das metas físicas previstas para este ciclo já foram iniciadas ou executadas.

3. Distribuição por Lotes e Rodovias (Estimativas 2026)

Além da BR-470, outras rodovias federais dividem o orçamento minguado do DNIT em Santa Catarina:

Obra / Rodovia | Investimento Previsto (2026) | Foco Principal 

BR-470 | R$ 47,5 milhões | Conclusão do Lote 1 e obras no Lote 4. 

BR-280 | R$ 73,4 milhões | Trecho entre São Francisco do Sul e Jaraguá. 

BR-163 | R$ 18,1 milhões | Adequação de capacidade no Extremo-Oeste. 

BR-101 | Manutenção Corrente | Manutenção de pavimentos e passarelas. 

Análise Crítica dos Dados

O "travamento" debatido anteriormente ganha contornos numéricos aqui:
 
Redução Orçamentária: Existe uma tendência de queda nos repasses diretos da União para 2026 (projeção de R$ 139 milhões para as quatro principais BRs), o que justifica a pressa da ALESC em liberar os R$ 350 milhões estaduais para cobrir essa lacuna.

Dependência Privada: A Agenda Estratégica da FIESC aponta que, para o estado chegar a um nível ideal de infraestrutura até 2029, seriam necessários R$ 57 bilhões, dos quais 75% devem vir da iniciativa privada (concessões).

Enquanto o Governo Federal "mantém o paciente vivo" com recursos do PAC, a velocidade é insuficiente para a demanda da indústria. Isso valida o ponto sobre a necessidade de cooperação federativa: sem o aporte estadual, o ritmo federal atual não seria capaz de entregar o Lote 4 antes de 2027.

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