Dados Consolidados Rodovias Catarinenses em Abril
Abaixo, apresento os dados consolidados até abril de 2026:
1. Investimento na BR-470 (Navegantes a Indaial)
O Governo Federal revisou o custo total da obra, que agora ultrapassa os R$ 1,7 bilhão devido aos atrasos acumulados de 13 anos.
Recursos Aplicados: Até o momento, o DNIT já empenhou cerca de R$ 1,4 bilhão na rodovia.
Previsão para 2026: O Orçamento da União destinou aproximadamente R$ 47,5 milhões específicos para a BR-470 este ano. Embora pareça baixo, o Governo alega que o grosso das obras nos Lotes 1 e 2 já foi pago, e os recursos para os Lotes 3 e 4 estão sendo liberados via Novo PAC conforme o avanço das medições.
2. O Novo PAC em Santa Catarina
O Governo Federal utiliza o Novo PAC como principal vitrine de investimento para tentar neutralizar as críticas de "abandono" do estado.
Aportes Globais: Estima-se que o Novo PAC preveja cerca de R$ 18,1 bilhões em investimentos totais para Santa Catarina até o fim de 2026 (incluindo energia, saúde e educação).
Execução: Relatórios recentes indicam que cerca de 90% das metas físicas previstas para este ciclo já foram iniciadas ou executadas.
3. Distribuição por Lotes e Rodovias (Estimativas 2026)
Além da BR-470, outras rodovias federais dividem o orçamento minguado do DNIT em Santa Catarina:
Obra / Rodovia | Investimento Previsto (2026) | Foco Principal
BR-470 | R$ 47,5 milhões | Conclusão do Lote 1 e obras no Lote 4.
BR-280 | R$ 73,4 milhões | Trecho entre São Francisco do Sul e Jaraguá.
BR-163 | R$ 18,1 milhões | Adequação de capacidade no Extremo-Oeste.
BR-101 | Manutenção Corrente | Manutenção de pavimentos e passarelas.
Análise Crítica dos Dados
O "travamento" debatido anteriormente ganha contornos numéricos aqui:
Redução Orçamentária: Existe uma tendência de queda nos repasses diretos da União para 2026 (projeção de R$ 139 milhões para as quatro principais BRs), o que justifica a pressa da ALESC em liberar os R$ 350 milhões estaduais para cobrir essa lacuna.
Dependência Privada: A Agenda Estratégica da FIESC aponta que, para o estado chegar a um nível ideal de infraestrutura até 2029, seriam necessários R$ 57 bilhões, dos quais 75% devem vir da iniciativa privada (concessões).
Enquanto o Governo Federal "mantém o paciente vivo" com recursos do PAC, a velocidade é insuficiente para a demanda da indústria. Isso valida o ponto sobre a necessidade de cooperação federativa: sem o aporte estadual, o ritmo federal atual não seria capaz de entregar o Lote 4 antes de 2027.
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