Considerai, cidadãos do Sul:
Até que ponto a vossa lealdade à Federação justifica a entrega da vossa soberania mais íntima?
Vimos o ciclo fechar-se entre 2022 e 2026. Vimos um governo de esquerda (PT) legitimar o uso da vossa vida privada como ferramenta de controle e "prostituição" política, permitindo que mãos alheias remexessem em vossas gavetas em busca de dossiês. Depois, em 2025, vistes a ascensão de um governo que prometia ser o vosso espelho (PL), apenas para descobrir que o "olho estatal" não pisca quando muda o ocupante do trono.
Pergunto-vos, pois:
A Moeda da Carne: Estais dispostos a aceitar que o "imposto sobre o corpo" seja o preço da vossa permanência na União? Se o Estado Federal exige saber o que fazeis entre quatro paredes para vos conceder o direito de existir civilmente, ele ainda é vossa pátria ou tornou-se vosso explorador?
A Ilusão do Correligionário: Existe diferença real entre ser vigiado por um adversário ou por um aliado, se o resultado final é a perda da vossa inviolabilidade? O brio catarinense permite que a intimidade seja usada como "moeda de troca" desde que o carrasco use a vossa cor preferida?
O Direito à Indignação: Se o vosso vizinho, exausto de ser "tributado na alma", defende a secessão e a separação do Estado, vós o chamais de traidor ou reconheceis nele o reflexo da vossa própria náusea? Pode haver união onde não há respeito ao recato?
A Sobrevivência do Indivíduo: Em 2026, quem governa a vossa vida: o decreto que vem de Brasília ou a vossa própria consciência? Estais à disposição do Brasil como cidadãos produtivos, ou estais "à disposição" como objetos de um lupanar de inteligência?
A Encruzilhada da Honra
O Brasil é o chão; a dignidade é o ar. Se o ar tornar-se rarefeito demais pelo peso da espionagem e da exploração sexual-política, ainda valerá a pena o chão?
A resposta não reside em quem vós elegestes, mas em quem vós sois quando as luzes se apagam. Se aceitais a vigilância como um "mal necessário", já estais preparados para a submissão total. Se a recusais, a vossa secessão já começou — não no mapa, mas no caráter.
Catarinenses: o Estado pode ter os vossos dados, mas ele possui a vossa honra?
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.