Sim, a eleição de Douglas Ruas (PL) para a presidência da Alerj foi anulada
A decisão foi tomada pela presidente em exercício do tribunal, desembargadora Suely Lopes Magalhães, poucas horas após a votação "relâmpago" que havia elegido Ruas.
Por que a eleição foi cancelada?
A Justiça acolheu um mandado de segurança protocolado pelo PDT, baseando-se em dois pontos principais:
Rito Acelerado: A oposição argumentou que a eleição foi convocada com apenas duas horas de antecedência pelo presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), o que impediu a articulação de outras chapas e feriu o regimento.
Necessidade de Retotalização: A magistrada entendeu que, como o ex-presidente Rodrigo Bacellar foi cassado pelo TSE, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) precisa primeiro realizar a retotalização dos votos de 2022 para definir a composição exata das cadeiras da Alerj antes de uma nova eleição para a Mesa Diretora. Esta recontagem está marcada para a próxima terça-feira, 31 de março.
Quem governa o Rio agora?
Com a anulação, a situação voltou ao "estágio zero" da crise:
Governo do Estado: Permanece sob o comando interino do presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto de Castro.
Presidência da Alerj: Volta para as mãos de Guilherme Delaroli (PL), que atua como presidente interino da Casa até que uma nova eleição válida seja realizada.
O que vem a seguir:
A Alerj deve aguardar a retotalização dos votos pelo TRE na semana que vem para, então, convocar um novo pleito para a sua presidência. Somente o novo presidente eleito da Alerj poderá assumir o cargo de governador interino até que as eleições indiretas (também determinadas pelo TSE) sejam organizadas para escolher quem comandará o estado até o fim de 2026.
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