terça-feira, 17 de março de 2026

SANTA SÉ: CONVERSA TELEFÔNICA ENTRE O PAPA LEÃO XIV E O PRESIDENTE MAHMOUD ABBAS

SANTA SÉ: CONVERSA TELEFÔNICA ENTRE O PAPA LEÃO XIV E O PRESIDENTE MAHMOUD ABBAS

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que, na manhã desta segunda-feira, 16 de março de 2026, Sua Santidade o Papa Leão XIV manteve uma conversação telefônica com o Presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas.

O diálogo, pautado pela gravidade do momento atual, concentrou-se na deterioração da situação humanitária no Médio Oriente e na urgência de silenciar as armas para preservar a vida de civis inocentes.

Principais Pontos da Conversa:

Apelo ao Cessar-fogo: O Pontífice expressou sua "profunda dor" diante dos recentes ataques aéreos e da "violência atroz" que assola a região. Sua Santidade apelou por um cessar-fogo imediato e incondicional, exortando todas as partes a abandonarem a lógica da retaliação em favor da diplomacia.

Solidariedade Humanitária: O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade espiritual com as famílias das vítimas e com aqueles que sofrem a escassez de recursos básicos. Reafirmou o compromisso das instituições católicas locais, como a Caritas, em manter e ampliar a assistência médica e alimentar em Gaza e na Cisjordânia.
 
A "Solução de Dois Estados": Durante o contato, foi reiterada a posição histórica da Santa Sé de que a única via para uma paz justa e duradoura reside na solução de dois Estados soberanos, com fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente.
 
Status de Jerusalém: O Papa reforçou a necessidade de garantir a Jerusalém um estatuto especial internacionalmente garantido (Corpus Separatum), assegurando a identidade multicultural e o livre acesso aos Lugares Santos para cristãos, judeus e muçulmanos.

Contexto Diplomático

Este contato telefônico faz parte de uma série de iniciativas diplomáticas da Secretaria de Estado do Vaticano. O Papa Leão XIV, que tem feito da "Paz Ativa" o pilar de seu pontificado, instou a comunidade internacional a não se resignar diante do conflito e a impedir que a guerra seja banalizada ou reduzida a interesses de propaganda.

O Santo Padre concluiu a chamada assegurando suas orações contínuas pelo povo palestino e por todos aqueles que, na região, trabalham incansavelmente pela reconciliação.


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