sexta-feira, 13 de março de 2026

O Exército Libanês entre o Ouro de Paris e o Ferro de Jerusalém

O Exército Libanês entre o Ouro de Paris e o Ferro de Jerusalém

O destino do Líbano em 2026 está sendo decidido em uma conta bancária. Enquanto a França injeta bilhões de euros para transformar o Exército Libanês em uma força capaz de exercer o monopólio da violência, Israel impõe termos que desafiam a própria noção de soberania nacional.

O impasse é filosófico: Paris acredita que a estabilidade nasce da força institucional (LAF fortes); Israel acredita que a estabilidade nasce da incapacidade do inimigo (LAF limitadas e intervenção livre). Para Macron, o sucesso significa um Líbano autônomo. Para Israel, o sucesso é um Líbano desarmado e sob vigilância aérea constante. O resultado deste choque definirá se o fim do Hezbollah dará lugar a um Estado soberano ou a uma zona de segurança sob gestão compartilhada.

França mobiliza € 2,5 bi para o Exército Libanês enquanto Israel exige garantias de intervenção

O governo francês confirmou hoje a estruturação de um fundo internacional de € 2,5 bilhões destinado à reestruturação das Forças Armadas Libanesas (LAF). A medida é a resposta diplomática de Emmanuel Macron ao vácuo de poder gerado pela proibição do Hezbollah no Líbano.

Entretanto, a implementação do plano enfrenta a resistência de Israel, que apresentou seus "Termos Definitivos de Segurança". Jerusalém condiciona o cessar-fogo à manutenção de uma "cláusula de liberdade operacional", que permite às forças israelenses agir em solo libanês se os compromissos de desarmamento forem violados.

A França reitera que a soberania das LAF é a única alternativa viável à anarquia regional e exige a proteção imediata das infraestruturas civis libanesas. O impasse em Beirute permanece como o último obstáculo para uma trégua duradoura no Mediterrâneo Oriental.

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