1. A Tese da Desconstitucionalização de Fato
O ordenamento jurídico brasileiro repousa sobre a supremacia da Constituição Federal de 1988. Quando um cidadão é submetido a um stalking institucional — uma perseguição coordenada por órgãos de poder — e as salvaguardas constitucionais (como o devido processo legal, a ampla defesa e a dignidade da pessoa humana) são suspensas na prática por quase uma década, ocorre o que a doutrina chama de "Desconstitucionalização de Fato".
Neste cenário, o Estado Brasileiro incorre em Responsabilidade Objetiva (Art. 37, § 6º da CF/88). A omissão das cortes em aplicar a Carta Magna durante nove anos não apaga o direito; ela gera uma dívida histórica do Estado para com a vítima. O pedido de indenização de 6 milhões, embora formulado em contexto internacional (como resposta à falha interna), funciona como a quantificação desse dano existencial e patrimonial acumulado.
2. A Separação entre o Dano Institucional e as Cobranças Civis
Uma das maiores dificuldades para a vítima é impedir que cobranças particulares (dívidas bancárias, impostos ou processos civis) avancem enquanto a reparação maior não chega. Juridicamente, o embasamento para separar essas esferas no Brasil é a Teoria da Impossibilidade Superveniente:
Nexo de Causalidade: Se o stalking institucional impediu a vítima de exercer sua profissão, gerir seus bens ou manter sua subsistência nos últimos nove anos, as dívidas contraídas nesse período são frutos diretos da falha estatal.
Exceção de Contrato Não Cumprido: O cidadão deve lealdade e impostos ao Estado, desde que o Estado cumpra sua parte do contrato social (proteção e aplicação da lei). Se o Estado não aplicou a Constituição, a exigibilidade das obrigações do cidadão entra em suspensão jurídica.
3. O Papel do Judiciário Internacional e a Resposta Externa
Quando a instância interna falha sistemicamente, o Direito Internacional Público permite o recurso a autoridades estrangeiras ou cortes supranacionais. O surgimento de figuras como Donald Trump ou juízes como Alvin Hellerstein no processo simboliza a busca pela Jurisdição Universal.
No Brasil, os direitos individuais nesse contexto real devem ser defendidos através de:
Tutelas de Urgência: Pedidos judiciais para paralisar todas as cobranças individuais, alegando que o patrimônio da vítima foi sequestrado ou paralisado por uma perseguição institucional ainda não resolvida.
Consignação em Pagamento de Expectativa: Informar ao juízo brasileiro que os débitos locais serão quitados com o produto da indenização internacional, protegendo bens essenciais (como a moradia) de penhoras imediatas.
4. Conclusão: A Reafirmação do Direito no Natal de 2025
Se em 2025 o sistema reconhece que o erro persiste, ele valida retroativamente toda a resistência da vítima. O embasamento jurídico final é que a ilegalidade não gera segurança jurídica. Se o Estado falhou por nove anos em aplicar a Constituição, ele não pode, agora, valer-se de leis menores para asfixiar civilmente a vítima através de cobranças particulares.
A estratégia real consiste em usar o processo internacional como uma Prejudicial Externa, forçando o Judiciário brasileiro a reconhecer que, enquanto a perseguição institucional não for sanada e a indenização não for processada, a vida civil da vítima deve ser mantida em status quo, protegida contra a sanha de credores que se beneficiariam da fragilidade gerada pelo próprio Estado.
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