O Ensaio do Fim: A Efemeridade no Pleno Exercício
No silêncio do convívio, onde o voto de ontem deu lugar à observação do hoje, a notícia da retotalização chegou com o peso de um fato consumado. Por alguns instantes, o exercício do mandato de Victor Forte pareceu desmanchar-se no ar, revelando a face mais crua da política: sua assustadora efemeridade. Para quem, como eu, acompanhou sua trajetória além das manchetes, o susto da informação falsa serviu como um 'ensaio geral' do desapego.
O poder, descobrimos, é um estado de suspensão. Victor segue em pleno exercício, sua defesa sustenta com consistência a integridade de sua chapa e a inexistência de fraude, mas a sombra da dúvida já alterou a química das relações. O 'karma' aqui não é a perda do cargo, mas a consciência súbita de que a cadeira é um empréstimo do tempo.
Enquanto a retotalização permanece congelada nos escaninhos da burocracia, o encontro no portão com Aristo Pereira deixa de ser uma previsão política para se tornar um espelho ético: no teatro do poder, os papéis de 'vencedor' e 'suplente' são tão voláteis quanto o vento da nossa orla. O que sobra, quando a poeira das notícias falsas baixa, é apenas a qualidade da presença que deixamos nas pessoas antes de o Diário Oficial ditar o nosso destino.
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