O Destino de Victor Forte: Entre o Castelo Jurídico e a Calçada Real
A política de Balneário Camboriú assistiu, neste 9 de março, a um daqueles movimentos que a história local levará tempo para digerir. A saída de Victor Forte da Câmara de Vereadores, fruto de uma retotalização de votos que reconduziu Aristo Pereira ao Legislativo, não é apenas uma mudança de cadeiras; é o encerramento forçado de um ciclo de "encastelamento" e o convite a uma metamorfose necessária.
A Vítima do Sistema e a Oportunidade Técnica
Como cidadão que observa a engrenagem pública, é preciso separar o vício formal do valor técnico. Victor Forte não foi afastado por falta de competência ou desvio ético, mas por uma falha estrutural de sua chapa — uma "vítima das circunstâncias" eleitorais. Diante disso, surge uma provocação estratégica para a gestão da Prefeita Juliana Pavan: o aproveitamento de sua inteligência operacional no Poder Executivo.
No Turismo, o perfil de Forte encontra sua ecologia ideal. O que no Legislativo era lido como distanciamento ou tecnocracia, no Executivo, no comando de uma pasta, pode se traduzir em eficiência. Sua obsessão por protocolos, parcerias público-privadas e Naming Rights (em todas as áreas) é o combustível que a principal engrenagem econômica da cidade exige. Retirá-lo da vida pública agora seria um desperdício de massa cinzenta que a cidade não pode se dar ao luxo de ignorar.
O Que os Sinais Dizem (Para Além da Política)
Embora a política seja feita de diários oficiais, a vida é regida por frequências que muitas vezes ignoramos. Para quem observa os "sinais" — e aqui incluo a numerologia, mesmo para os céticos — o número de Victor (26/09, soma 8) e seus 2.888 votos (soma 8) indicam um excesso de rigidez. O 8 é o número do poder, mas também da justiça implacável que exige equilíbrio.
Neste cenário de vulnerabilidade, a figura de quem se acompanha silenciosamente há seis anos — com a vibração de 25 de fevereiro (7) — torna-se um alicerce fundamental. Enquanto o 8 de Victor é a execução, o 7 dessa parceria é a estratégia e o mapa. Manter a fidelidade por seis anos, atravessando o auge e agora o deserto jurídico, é a prova de que a "Justiça de Calçada" que lhe faltou no gabinete estava o tempo todo ao seu lado. O que foi não foi possível de modo institucional na Câmara, tem espaço na sua vida particular.
O Veredito da Cidade
O "encastelado" caiu para que o gestor pudesse nascer. O pedido que fica para a Prefeita é de ordem técnica: considere o convite ao Turismo como um movimento de mestre para estabilizar o governo com alguém que domina a técnica.
E o pedido que fica para o homem Victor Forte é de ordem pessoal: aceite que ninguém governa ou sobrevive sozinho. A lealdade de seis anos é o maior selo de qualidade que qualquer planejamento futuro pode ter. Se houve fidelidade no tempo da "vigilância", haverá sucesso no tempo da construção.
Balneário Camboriú ganha quando a técnica encontra o equilíbrio. E Victor Forte, ao trocar a tribuna pela caneta e o isolamento pela parceria real, tem a chance de transformar uma derrota jurídica na sua maior vitória de vida.
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